O boato de que o ex-jogador de futebol Ronaldinho Gaúcho vai se casar parece que está cada vez mais perto da confirmação. Porém, um detalhe chama atenção:
É isso mesmo! De acordo com o colunista do jornal O Dia, Leo Dias, a cerimônia já está marcada para acontecer em agosto deste ano e deverá ser no condomínio na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, onde ele mora com as namoradas Priscilla Alves e Beatriz Souza.
Segundo o jornalista, a festa deverá ser reservada apenas para os familiares mais chegados. O colunista disse, ainda, que as duas têm uma mesada de R$ 5 mil para gastarem com o que quiser e que ambas já estariam andando com aliança.
Acontece que, ainda conforme a informação de Leo Dias, a irmã do craque disse que não irá comparecer à celebração porque não aceita a escolha do ex-jogador, que vive o que é chamado de poliamor.
O fato é que a notícia chama atenção para um tema que está em evidência e que tem provocado um verdadeiro impasse nos tribunais de Justiça por expor o conceito de família.
Portanto...
A união do craque poderá não vingar
Por enquanto, os cartórios de todo Brasil estão suspensos de oficializarem uniões do tipo até que o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) conclua o julgamento sobre o tema para decidir se permite ou proíbe uniões poliafetivas.
Isso porque o poliamor ainda não é reconhecido no Brasil e segundo nossa Constituição Federal e o Código Civil, a união estável só pode ser reconhecida quando formada por um casal de um homem e uma mulher.
Desde o dia 24 de abril que o CNJ tenta julgar o assunto, mas já foi interrompido duas vezes com pedido de vista para os conselheiros analisarem melhor o assunto.
A verdade é que o tema ainda causa muita divergência na sociedade que não aceita o ...
Poliamorismo
Na verdade, poliamorismo é o desejo/escolha de uma pessoa manter uma relação amorosa e sexual com mais de uma pessoa ao mesmo tempo de forma duradoura.
Os tipos de relações mais comuns são formados por três pessoas, chamadas de trisal (trio + casal), como no caso de Ronaldinho Gaúcho.
Mas, expõe um debate acirrado:
Família tradicional x novas constituições
O que está em questão é que o formato conjugal, fora do padrão convencional de conceito de família, causa preconceitos e estranheza. É uma forma de amor, isso não há como negar, mas é mais comum a sociedade aceitar uma relação cujo uma das partes tenham um amante do que viverem sob o mesmo teto.
Muitos trisais ou outras denominações lutam para validar a união afetiva em cartórios e para a sociedade aceitar esse modelo de constituição familiar. É importante esclarecer que esse tipo de relação não trata-se de satisfazer uma única que pessoa.
Para acontecer e dar certo, é claro que ambos os envolvidos precisam aceitar a condição e respeitar o espaço de cada um. No entanto, para os mais críticos a constituição familiar neste modelo não convencional pode provocar a desigualdade, principalmente, entre as mulheres, além de ferir a dignidade humana se um dos envolvidos ganhar menos atenção.
O que cabe salientar é que o direito brasileiro vem se adequando aos anseios da sociedade, sobretudo, no âmbito das novas constituições familiares. Assim como passou a reconhecer a união e adoção homoafetiva.
Portanto, vale lembrar que, apesar da estranheza, o poliamor é uma forma de amor. Pode ser uma minoria, mas cada ser humano tem o direito de viver conforme se sentir feliz e realizado.
Não acho justo o Estado se sobrepor a uma escolha, a um direito de ser feliz, de uma pessoa. Concordo que o assunto seja melhor debatido e explanado à sociedade.
É estranho? Pode ser! Mas, convenhamos cada um respeitando seu lugar, o ambiente, o momento, somos todos capazes de vivermos bem e em uma sociedade menos intolerante e mais justa.
Até a próxima!