A consultoria Frost & Sullivan divulgou nesta semana que a receita total do mercado brasileiro de serviços de telecomunicações vai crescer até 20,42% até 2022. De acordo com os dados revelados, os serviços de dados móveis 3G e 4G puxarão a receita das empresas de US$ 38 bilhões em 2016 para US$ 45,76 bilhões em 2022.
A consultoria também prevê em seu relatório que a receita do segmento residencial deverá ter a maior taxa de crescimento anual composto com 4,2% entre 2016 e 2022. Os serviços de banda larga fixa terão um crescimento de 8,1% em receita no período enquanto o de TV por assinatura deve chegar a 4,3%.
Já os serviços de dados móveis devem crescer em média 4,1%, enquanto os de comunicação de dados (IP Dedicado, VPN IP e outros) deve alcançar os 1,9%. Os serviços de telefonia fixa devem apresentar uma queda de 5,9% no intervalo de seis anos, enquanto as receitas de voz continuarão em baixa.
De acordo com a Frost & Sullivan, três grupos de telefonia do país concentram 74,9% do mercado, sendo eles: América Móvil (Claro, Embratel e Net), Telefônica e Oi.
No entanto, apesar das boas notícias para as teles, a consultoria também destaca alguns pontos que podem representar uma ameaça para o crescimento das receitas. Os principais deles são: a incerteza econômica, carga tributária, encurtamento de ciclos de tecnologia e concorrência disruptiva.
Este último representa os serviços OTTs (Over-The-Top) como o Netflix, Spotify, Hulu, Amazon Prime Vídeo, entre outros. Carina Gonçalves, analista da indústria de transformação digital da Frost & Sullivan, diz que esses serviços são:
"A maior ameaça com a maior probabilidade de alterar cenários de demandas de clientes no futuro".
Ela também afirma que a crise financeira fez com que provedoras de TV tivessem mais cuidados para aceitar novos clientes com empresas ficando
"Mais rigorosas com a análise de crédito para novas adições e, em paralelo, enfrentando desconexões de famílias que reduzem o gasto doméstico devido à dificuldade econômica".
A consultoria afirma que as operadoras devem se adequar as novas demandas de seus clientes apostando em outras áreas como a de Internet das Coisas (IoT). No entanto, conforme foi revelado anteriormente, as operadoras brasileiras estão se preparando para pedir a queda da neutralidade da rede, mesmo com o governo indo contra a iniciativa.