Ellen Pompeo fala sobre contrato de US$ 20 milhões por 'Grey's Anatomy': 'Um homem não teria problema em pedir'

Anonymous News

Ellen Pompeo, a Meredith de "Grey's Anatomy", falou à revista "The Hollywood Reporter" sobre sua trajetória profissional e o novo contrato de US$ 20 milhões (mais de US$ 550 mil por episódio), que faz dela a mulher mais bem paga em séries dramátiacs de TV dos EUA.

A atriz se abriu sobre a decepção no início da carreira em não ter continuado no cinema e ficar "presa" na série de TV, sobre a luta para ter salário igual ou maior do seu ex-colega de "Grey's Anatomy", Patrick Dempsey, sobre o apoio da criadora Shonda Rhimes, e sobre seu interesse atual maior em negócios e produção e menor em atuar.

"Eu tenho 48 anos e eu finalmente cheguei a uma situação em que estou ok em pedir o que eu mereço", disse Ellen.

"Porque eu não sou a atriz mais 'relevante" por aí', ela admite. "Eu sei que essa é a percepção da indústria, porque faço esse papel há 14 anos. Mas a verdade é que todo mundo pode ser bom por uma temporada ou duas. Mas você pode continuar bom 14 anos depois?", pergunta.

A atriz diz que a saída de Patrick Dempsey em 2015 foi um momento importante, pois os executivos o utilizavam como "trunfo" nas negociações. "'Nós não precisamos de você, temos Patrick' - eles fizeram isso por anos (...) Chegou a um ponto em que eu pedi US$ 5 mil a mais que ele, só por príncípio, porque o programa é 'Grey's Anatomy' e eu sou a Meredith Grey. Mas eles não me davam"

"Muitas vezes eu procurei [Patrick] para negociarmos juntos, mas ele nunca se interessou", ela diz.

Após saída de Patrick, a audiência continou alta, e finalmente Ellen teve a chance de negociar um contrato maior. Ela diz que teve a ajuda da criadora e produtora Shonda Rhimes.

"Talvez seja minha criação irlandesa e católica, mas não quero ser [percebida como] gananciosa demais. Ou talvez seja um problema de ser mulher: um homem não teria nenhum problema em pedir US$ 600 mil por episódio", ela diz.

Ellen diz que o pagamento milionário vai ajudá-la em seu maior interesse atual, que é em ser produtora. "Se você é 100% um artista, esse meu caminho não vai te satifazer".

"Atuar, para mim, é tedioso. Um ator é a pessoa menos poderosa no set, então não me importo em correr atrás de papéis. E na minha idade é meio irreal. Não que eu não possa fazer algo legal na TV a cabo, mas não vou ter essa segunda vida como estrela de cinema. Eu não sou a por** da Julia Roberts."

A atriz explicou a diferença entre sua situação atual e a de jovens artistas em busca de reconhecimento de críticos e premiações. Ela comenta sobre a importância do movimento "Time's up" e de proteger estas jovens artistas de "predadores".

"Eu vi esse outro caminho. Meu agente me mandou para ver o Havey [Weinsten] também".

Ellen diz que não sofreu assédio do produtor, mas que esta situação nunca pareceu "justa ou boa" para ela. "Eu não digo que a única solução é ter mais mulheres no poder, porque o poder corrompe. (...) Mas deve haver mais mulheres no poder, e não só nos estúdios de Shonda Rhimes."

"Agora minha filha de 8 anos pode vir aqui e ver mulheres ferozes no comando. Ela ama me ver na cadeira de diretor com fones de ouvido gritando "ação" e "corta". Ela cresce num ambiente em que ela é confortável com o poder. Não sei se há outro lugar além de Hollywood em que eu possa dar isso a ela. Espero que isso mude... e rápido", conclui Ellen.

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