No segundo dia de depoimento nos Estados Unidos sobre o caso de corrupção no alto escalão do futebol mundial, Alejandro Burzaco voltou a citar a Rede Globo nesta quarta-feira (15) como uma das empresas que teriam pago propina para garantir direitos de transmissão de eventos esportivos. Segundo o ex-diretor executivo da empresa de marketing Torneos y Competencias S.A., a emissora brasileira desembolsou US$ 15 milhões em subornos (cerca de R$ 50 milhões) para assegurar exclusividade nas Copas do Mundo de 2026 e 2030. A informação é do jornalista Ken Bensinger, que cobre in loco o julgamento no Tribunal do Brooklyn, em Nova York, e que está escrevendo um livro sobre o “Caso Fifa”.
De acordo com Burzaco, a propina teria sido depositada em uma conta no banco Julius Baer, na Suíça, do ex-dirigente Julio Grondona, morto em 2014, e que foi presidente da AFA (Associação do Futebol Argentino) e responsável na Fifa por cuidar dos direitos de transmissão para a América Latina. Além da Globo, a emissora mexicana Televisa também estaria envolvida em mais esse esquema.