O primeiro lote de restituição do Imposto de Renda de Pessoas Físicas (IRPF) de 2018 foi o maior em 10 anos, tanto em valor quanto em número de contribuintes, de acordo com a Receita Federal. Na
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O primeiro lote de restituição do Imposto de Renda de Pessoas Físicas (IRPF) de 2018 foi o maior em 10 anos, tanto em valor quanto em número de contribuintes, de acordo com a Receita Federal. Na próxima sexta-feira, 15, estarão depositados um total de R$ 4,8 bilhões na conta de 2,4 milhões de pessoas com direito à devolução.
Jônatas Bueno, educador e terapeuta financeiro, aconselha que haja um planejamento prévio sobre o destino do dinheiro extra, já que, assim como o terço de férias e o 13º salário, são recursos que todo ano caem na conta. “É interessante definir o que será feito com cada extra, incluir nos planos da família e no orçamento do ano. Dessa forma, é possível definir viagens, quitação de dívidas, investir na aposentadoria”, afirma.
Ele alerta que, em geral, é fácil gastar com novas aquisições, inclusive fazendo dívidas. “Às vezes, a pessoa acha que é uma boa ideia comprar um bem a prazo e usa o valor da restituição como entrada, mas se endivida para pagar o resto”, esclarece. Para Bueno, o contribuinte deve considerar o valor como um potencializador de sonhos de curto, médio e longo prazos. “Encarando dessa forma, fica mais fácil decidir o que quer fazer, a partir de objetivos traçados e em vez de destinar o dinheiro ao que aparecer”, indica.
Se não for para realizar um desejo, sempre há a oportunidade de acertar a vida financeira. Mas, segundo o especialista, até para quitar ou amortizar dívidas é preciso planejar. “Isso tem de ser feito de forma organizada. Com um diagnóstico de quais são os débitos urgentes”, afirma. A orientação é que a pessoa quite primeiro as dívidas de maior valor e de risco. Escolha sempre as com juros mais altos. “As equilibradas, com juros baixos, não são prioridades”, completa.