Maria Aline quase foi despejada junto com os dois filhos. Engenheira vive com os dois filhos, um deles portador de uma síndrome rara
A engenheira elétrica Maria Aline lançou no último dia 4 de março uma campanha na internet. Moradora da Vila Liane em Ponta Grossa, Maria Aline pedia ajuda para evitar o despejo: a jovem é separada e cria os dois filhos sozinha, um deles portador de uma síndrome rara. Mesmo contando com a pensão paga pelo pai da criança, o valor não foi suficiente para evitar que a engenheira tivesse dificuldades financeiras. Em menos de uma semana a campanha já arrecadou mais de R$ 6 mil (clique aqui para ajudar também).
Maria Aline tem dois filhos, Victor e Heitor de 11 e 9 anos, respectivamente. Victor nasceu prematuro com 25 semanas de gestação e acabou ficando com sequelas – o garoto é cego, tem paralisia cerebral e é portador de uma síndrome epiléptica rara conhecida como Lennox-Gastaut, além de também ter autismo. “Eu cuido sozinha dos meus filhos, o pai deles foi embora para outro estado e não da nenhum suporte além da pensão descontada em folha. O que não chega a pagar nem 50% dos custos médicos do Victor, quem dirá os custos da casa”, contou Aline.
O quadro de saúde de Victor trouxe também consequências à atuação profissional da mãe. “Como eu tinha que levar ele sozinha ao médico, sair do trabalho quando haviam crises ou coisas do tipo, acabei sendo demitida de uma multinacional e desde então tivemos problemas financeiros” contou Maria Aline. Mensalmente a mãe gasta mais de R$ 1 mil apenas com a dieta especial do garoto, por exemplo.
Maria Aline explicou que diante da situação buscou mecanismos para pagar as contas e foi sempre tentando manter o pagamento das parcelas da casa em dia. No entanto, com a situação financeira piorando, a engenheira elétrica estava prestes a ser despejada de casa. “Eu já tinha renegociado esse valor duas vezes, não havia mais possibilidade, por isso resolvi pedir ajuda”, explicou Maria.
Em menos de uma semana, Aline conseguiu arrecadar mais que o dobro do estipulado inicialmente com a solidariedade de amigos e familiares. “Com esse dinheiro vou conseguir pagar os atrasados e adiantar as parcelas da casa por pelo menos seis meses, isso vai me deixar dormir tranquila e também trazer tranquilidade para a minha família”, contou a engenheira.
Aline é mestranda da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR) e atua como docente em uma faculdade particular de Ponta Grossa. Desde que o quadro de saúde do filho piorou, a jovem tem atuado de maneira autônoma para conseguir equilibrar as finanças familiares.