Responsável por vestibular denunciado na BA diz que alternativas em negrito não tinham relação com respostas corretas

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Segundo a Consultec, um defeito na impressão provocou concentração de tinta nas áreas superiores e inferiores das páginas, sem ligação com as alternativas certas.

Alternativa estava destacada em negrito na prova do vestibular de medicina da Unifacs, em Salvador (Foto: Arquivo Pessoal )

A empresa Consultoria em Projetos Educacionais e Concursos Ltda (Consultec), responsável pelo vestibular de medicina da Universidade Salvador (Unifacs), que foi denunciado por estudantes após suspeita de irregularidades na prova, divulgou, nesta quarta-feira (29), que as alternativas do exame que estavam em negrito não tinham relação com as respostas corretas, como havia sido especulado pelos candidatos.

O vestibular ocorreu no domingo (26). Após a denúncia dos estudantes, a prova foi anulada, na segunda-feira (27), e remarcada para o dia 9 de dezembro deste ano, das 15h às 19h, no campus Tancredo Neves.

De acordo com a Consultec, o destaque em negrito nas alternativas foi provocado por um defeito pontual na impressão das provas, que provocou uma concentração de tinta nas áreas superiores e inferiores das páginas do exame, sem ligação direta com as questões, provocando assim uma coincidência.

Ainda em nota, a empresa informou que em mais de 25 anos de trabalho como organizadora de processos seletivos e vestibulares, em especial para a área de medicina, sempre zelou pela credibilidade, mantendo a condição a transparência das seleções sob a sua responsabilidade.

Denuncia

Alternativas estavam mais destacadas em algumas provas que em outras (Foto: Arquivo Pessoal)

Segundo os candidatos do processo seletivo, em algumas avaliações o realce nas alternativas era sutil, mas outras provas tinham as respostas sinalizadas com maior intensidade. Alguns dos estudantes chegaram a cogitar erro de impressão, mas suspeitaram de irregularidades ao perceber que, em algumas questões, as alternativas em negrito correspondiam à resposta correta.

Em entrevista ao G1, a estudante Natália Machado, de 21 anos, contou que só se deu conta de que algo estava errado com a prova dela depois que chegou em casa e conversou com colegas de um curso pré-vestibular, que também tinham participado do processo seletivo. Inconformada com a situação, a candidata chegou a se juntar a outros estudantes que fizeram a prova e procurou o Ministério Público (MP), antes da anulação do exame.

A estudante Caroline Sales, 19 anos, também contou ao G1 que se sentiu lesada com a prova. Diferente de Natália, a prova dela sequer estava com as alternativas destacadas. Ela também tomou conhecimento do problema por amigos.

Na Unifacs, a mensalidade do curso de medicina, que é o mais concorrido na instituição, custa R$ 8.074,34. A duração é de 6 anos.

A prova da instituição foi realizada entre as 9h e 13h do domingo, no campus localizado na Avenida Tancredo Neves. O processo seletivo teve taxa de inscrição entre R$ 300 e R$ 380.

Estudantes tiraram fotos das alternativas para denunciar o caso (Foto: Arquivo Pessoal)
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