O Império Romano tornou-se parte de uma fatia da História mais conhecida de todas, visto que, juntamente à sociedade grega, emergiu como uma das civilizações que mais influenciaram na modernidade ocidental. O período pós-republicano dos romanos foi fundado ainda em 27 a.C. e só encontrou seu fim em 1453 d.C., com a queda do Império Bizantino ou Império Romano do Oriente.
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Entretanto, apesar de inúmeras explorações já terem construído uma narrativa bastante coesa acerca das autocracias do Mediterrâneo antigo, uma vez ou outra uma nova descoberta ganha as manchetes no mundo inteiro. E foi exatamente isso o que aconteceu poucos dias atrás durante a reforma de uma sala de cinema.
Construtores que trabalhavam na reforma do local, na cidade do Como, norte italiano, encontraram um tesouro literal escondido dentro de uma ânfora, jarra utilizada pelos romanos para armazenas vinho e azeite, embutidos nas rochas que outrora formavam o cinema.
Logo depois, os responsáveis pelo achado acionaram arqueólogos pertencentes do Ministério do Patrimônio Cultural nacional. As 300 moedas de ouro, talhadas há mais de 1500 anos, provavelmente durante a queda do Império, foram levadas a laboratórios especializados, levando os pesquisadores a concluírem que o tesouro permaneceu escondido dos godos ou dos vândalos, povos invasores responsáveis pela dizimação dos romanos.
A expectativa é que, após análises mais minuciosas, os pesquisadores consigam descobrir como aquelas moedas foram parar ali, quem as escondeu, e se há alguma relação com o contexto histórico vivido pelo Império Romano, nas décadas anteriores de sua dissolução.