Sentença que manteve internação do aluno que atirou contra colegas diz que ato foi 'premeditado' e sem chance de defesa

Bruno Coimbra

A sentença que manteve a internação do aluno de 14 anos que atirou contra colegas no Colégio Goyases, em Goiânia, cita que a ação foi "premeditada" e "impossibilitou por completo qualquer defesa" dos baleados. O Jornal Nacional teve acesso a trechos do documento, expedido nesta terça-feira (28). Os disparos deixaram dois adolescentes mortos e outros quatro feridos. A defesa disse que não vai recorrer.

O termo aponta ainda que "o laudo psicológico elaborado nestes autos, de alteração do adolescente no momento do fato". Além disso, destaca que os atingidos não tiveram chance de reagir dentro da sala de aula, "ambiente costumeiramente seguro e inofensivo".

De acordo com a advogada de defesa da família do menor, Rosângela Magalhães, ele pode ficar até três anos internado, sendo reavaliado a cada seis meses. Ela afirmou que não vai recorrer da decisão e pontuou que o menor deve voltar a estudar.

"A ideia é que a partir do ano que vem as atividades escolares internas sejam retomadas e ele possa, ao lado de cumprir a medida de internação, a medida de privação da liberdade que lhe foi imposta, ele possa também continuar os estudos e poder, ao final desses 3 anos, voltar ao convívio social", afirmou.

A juíza Stephanie Fiúza, que também atua na Vara da Infância e Juventude, explicou que, depois de cumprida, a sentença deixará de constar no histórico de antecedentes do atirador.

"Dentro do sistema da polícia, do Judiciário, consta que ele cometeu ato infracional, mas quando ele ficar maior de idade a certidão de antecedente criminal dele vai sair negativa", informa

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