O juiz Alexandre Waltrick Calderari, da 6ª Vara Criminal de Curitiba, mandou soltar nesta quarta-feira (1º) os dois sócios da concessionária Rhino Motos. Os empresários foram detidos na terça-feira (31). Eles são suspeitos de aplicar golpes contra clientes.
A Justiça havia determinado a prisão de Alexandre Prado e Fernando Prado a pedido da Delegacia de Crimes Contra a Economia e Proteção ao Consumidor (Delcon). O mandado de prisão contra Alexandre era temporário, com prazo de cinco dias, enquanto o de Fernando era preventivo, ou seja, sem prazo para terminar.
Segundo o advogado Nilton Ribeiro, que defende os empresários, Alexandre estava detido na Delegacia de Estelionatos de Curitiba e deixou a prisão por volta das 20h desta quarta-feira.
Fernando estava detido no Complexo Médico-Penal (CMP), em Pinhais, na Região Metropoltana de Curitiba e, conforme o advogado, foi solto na manhã de quinta-feira (2). Ainda de acordo com o advogado, os dois foram para São Paulo, onde residem.
O golpe, de acordo com a Delcon, prejudicou mais de cem clientes e movimentou R$ 2 milhões. A loja dos dois, segundo a polícia, foi fechada na terça-feira (24) por determinação da Justiça.
O Delegado da Delcon, Wallace de Oliveira Brito, disse que os irmãos foram presos porque "um deles demonstrou possibilidade de fugir da cidade, possivelmente, de ir para o estado de São Paulo" e o outro foi preso "para colher mais elementos e aferir com mais precisão a sua participação nos crimes".
O advogado dos empresários contesta essa versão. Ele diz que os dois foram detidos enquanto negociavam o pagamento de benefícios trabalhistas aos funcionários da Rhino Motos.
"A defesa ressalta que eles não vão deixar de pagar ninguém. A ideia deles é honrar todas as dívidas que possuem, só que agora eles precisam sentar para ver isso", afirmou.
O suposto golpe
A Polícia informou que os sócios entravam em contato com pessoas que tinham interesse em vender motocicletas e sugeriam para colocar em consignação na loja, afirmando que já tinham um comprador certo, mas não repassavam ou repassavam parcialmente o dinheiro para os donos dos veículos.
Em alguns casos, segundo o delegado da Delcon, os suspeitos pagavam uma pequena parte do valor negociado e confiscavam o restante para disfarçar o crime.
Ainda de acordo com a Delcon, a Justiça determinou o bloqueio das contas bancárias e também dos veículos da empresa dos irmãos.