Veja a história de um médico herói que batalha todos os dias para manter viva a população da Síria!

Buzz News Brasil

A família do doutor Hamid vive agora em um único cômodo: uma apertada e pouco iluminada garagem que fica junto ao prédio onde ele um dia já morou. O resto da casa, num subúrbio de Ghouta Oriental, próximo à capital, Damasco, foi destruída há um mês, dias após um agravamento brutal da força usada pelo governo sírio contra o reduto rebelde.

Doutor Hamid, de 50 anos, sai deste abrigo improvisado três vezes por semana e vai até um hospital próximo, onde ele é trabalha como médico no pronto socorro. Quando e despede da mulher e dos cinco filhos, tenta não pensar que pode ser pela última vez.

Ele vai de bicicleta até o hospital e passa por ruas desertas, cheias de destroços, ciente do perigo que é estar fora de casa mesmo que só por alguns minutos. Se o bombardeio é pesado e há muitos feridos, ele pode trabalhar por mais de 24 horas, sem folga. Quando está tratando crianças feridas, ele pensa nas suas. Nas curtas pausas entre pacientes, reza por suas vidas. Não há descanso.

A guerra civil na Síria acaba de entrar no oitavo ano. Mais de 400 mil pessoas foram mortas ou desapareceram. Três filhos do próprio doutor Hamid e muitas outras crianças levadas ao seu hospital nunca conheceram a paz.

Elas chegam com estilhaços de bala, sem membros do corpo, com queimaduras severas. Às vezes, sem ferimentos visíveis, mas totalmente sem vida, com um odor de gás em seus corpos. "A maior parte das crianças que morrem são vítimas de bombas na cabeça ou ferimentos em seus abdomens ou intestinos. Já vi casos de feridas diretamente no coração", diz Hamid.

"Essas crianças precisam de cirurgiões especialistas e sete ou 14 dias na UTI. Muitas poderiam ser salvas. Mas, aqui em Ghouta, não podemos fazer nada. Tentamos conter o sangramento e garantir seu bem-estar e, então, deixamos que morram."

Via BBC

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