Presidente do Vasco pode ser destituído por relação com Organizada banida dos estádios O Ministério Público do Rio de Janeiro solicitou na última quarta-feira (13) um pedido de destituição da diretoria do Vasco, incluindo o presidente do clube, Eurico Miranda e os vice-presidentes.
De acordo com denúncia apresentada, o clube teria contratado torcedores da torcida organizada Força Jovem, banida dos estádios, e acobertado episódios de violência dentro de São Januário. As informações são do Bom Dia Brasil (TV Globo). A ação pede destituição definitiva do cargo de Eurico Miranda e membros da diretoria do clube, além de multa de 500 mil reais a ser paga.
Consideram fatos graves a inauguração de um camarote para a uniformizada no estádio do clube, no dia do clássico contra o Flamengo, o qual terminou com confusões e a morte de um torcedor baleado, além de fotos de Eurico com torcedores da organizada. O MP-RJ alega que o Vasco descumpre artigos do estatuto do torcedor sobre a violência no esporte ao apoiar a Força Jovem e compromete a ação da Polícia Militar em dias de jogos.
O órgão segundo o documento publicado, ainda diz que a relação estreita entre diretorias e organizadas não é novidade no futebol, e que irá seguir combatendo as relações entre os maus torcedores e clubes que desrespeitam a lei.
Em julho, o Gepe (Grupamento Especial de Policiamento em Estádios) enviou um relatório identificando pelo menos dois membros da organizada a serviço do clube em dias de jogos em São Januário. Por meio da assessoria de imprensa, Eurico Miranda classificou a denúncia como "absurda" e disse que prestará esclarecimentos em juízo. A organizada, por sua vez, alegou não ter nenhum vínculo com o clube e nem camarote em São Januário. O fato é que muitos clubes do futebol brasileiro financiam as torcidas organizadas, pois estas representam uma grande aliada política às diretorias que visam se manter no poder, embora tais atos tenham o efeito colateral de propagar a violência nos estádios e afastar os verdadeiros torcedores.