Valéria Valenssa garante que não voltaria a desfilar

Cabo do Medo

Quando o nome de Valéria Valenssa foi anunciado como atração de uma camarote da Sapucaí,

Em tempos menos conservadores, ela surgia sambando nas vinhetas de carnaval, coberta apenas por purpurina.

Aos 46 anos, ela ficou feliz com toda a repercussão sobre o seu retorno ao templo do samba: “É bom saber que as pessoas sentem saudade”. Mas, ela garante, não voltaria a desfilar: “Vivi coisas incríveis na Avenida, desfilei em várias escolas, curti intensamente. Mas tem de ter sensibilidade para saber a hora de parar”.

Evangélica, Valéria garante não dar ouvidos a quem critica sua nova postura de vida. “Eu nunca esquentei minha cabeça com isso. Acho que quem se preocupa, queria estar no meu lugar”, diz.

Mas a religião foi, sim, um dos motivos que a fez se distanciar do mundo do samba. O outro foi curtir a família. Seus filhos com o designer Hans Donner estão em plena adolescência (João tem 15 e José, 14). “Minha responsabilidade é cuidar dos meus meninos. Essa fase passa muito rápido. Daqui a pouco eles vão estudar fora, namorar. Tenho que aproveitar”, diz a mãe-coruja.

A violência dos dias atuais é uma grande preocupação. “Infelizmente o mundo está muito diferente do de 30 anos atrás, quando eu tinha a idade deles. Fico de olho nos horários, gosto de saber quem são amigos com quem andam. Sou uma mãe atenta”, completa ela, que viaja o Brasil dando palestras sobre superação.

Valéria acompanha pela TV o trabalho de suas substitutas. E não renega o título: “Acho que deixei um legado. Torço para elas conquistarem os sonhos como eu conquistei. Através desse trabalho, conheci o Hans, constituí família, ajudei meus pais e irmãos, hoje estão todos bem. Esse foi meu propósito de vida”.

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