O que uma magrinha e uma gordinha tem em comum?

CANAL DO MIAU

Olá queridas leitoras do blog, hoje eu solicitei a uma colega de infância que nos blindasse com algumas de suas palavras. O motivo no qual eu solicitei isso a ela é bem simples, eu encontrei dores e aflições similares entre ela, eu, você ... todas nós na verdade.

Eu conheci a Isabella na escola e estudamos juntas um longo período, eu sempre fui acima do peso e ela pelo contrário sempre teve um lindo corpo.

Muitas vezes eu recebo e-mails de gordinhas me contando suas aflições e dizendo que se perdesse alguns quilos seria feliz. Veja a minha colega, nunca precisou perder uma grama, pois já tem o “corpo perfeito”, e ela sente as mesmas aflições que você me conta em seu email.

A dor advém de dentro e independe do tamanho do seu manequim. Não adianta ter o “corpo perfeito” sem a mente em equilíbrio, é por essa razão que deixo a seguir as lindas palavras de uma alma em evolução.

Obrigada Isa continue sua jornada com esse lindo coração.

“Quem é você, de verdade?

Quando a Elisabeth me pediu para escrever um texto para o blog, confesso que não sabia muito o que dizer. Mas fiquei feliz em poder compartilhar minhas experiências com vocês porque acredito que todos nós, seres humanos, passamos por dores e processos parecidos e que temos a oportunidade de curar nossas dores juntos se falarmos abertamente sobre elas.

É isso o que eu tenho feito há 2 anos, desde que minha mãe faleceu e eu me senti completamente fragilizada, sem saber para onde ir. Apesar de ter sido um processo muito doloroso, foi por causa dele que eu entrei numa busca para descobrir quem eu era de verdade, para passar a viver de uma forma mais íntegra e muito mais feliz

Quando minha mãe faleceu, eu percebi que nós somos apenas personagens nessa história da vida. Explico: um questionamento profundo tomou conta de mim a partir desse acontecimento. Me dei conta de que aquela personagem, que era minha mãe, avó, médica, e tantos outros papéis que ela tinha vestido durante a vida, tinha passado. Mas eu sabia, e sei, que algo maior do que tudo isso e transcendente a tudo isso não tinha morrido. O que era a verdade dentro dela que não morre nunca? O que é verdade dentro de mim que não vai morrer? Porque, da mesma forma que ela morreu, eu também vou morrer um dia. E mesmo em vida, quantas vezes eu já renasci? Quantas fases eu passei? Quantas pessoas que conviveram comigo e fizeram parte da minha história? Quantas dores superadas?

Eu nunca fui gordinha, mas não gostava de mim. Já passei por depressão, síndrome do pânico, pré-anorexia e um câncer de tireoide. O que eu fiz com isso? Por muito tempo, sofri, me lamentei, me senti perdida. Mas foi no momento mais doloroso da minha vida que eu percebi que eu não era nenhuma dessas dores. Que eu era muito maior do que elas. E, mais do que isso, que olhar para elas me permitia curá-las. E quando comecei a fazer isso, descobri que eu tinha um brilho que estava apagado pela minha dificuldade em me aceitar exatamente do jeito que eu era.

Você também tem um brilho único. E o universo precisa do seu brilho. Precisa muito. Cada um de nós veio para contribuir no crescimento desse planeta, colocando nossos dons e talentos a serviço do amor. Para isso, é necessário que a gente olhe para nossas tristezas e dificuldades com aceitação. Que nos acolhamos. Que paremos de nos comparar com os outros. Porque o que você veio fazer aqui, só você pode fazer. A beleza da vida está na diferença e em como toda essa diversidade se complementa.

Olhe para a natureza! Não existe um animal igual ao outro. Nenhuma flor é como a outra. E tudo convive numa harmonia maravilhosa. Cada um no seu papel. A margarida não quer ser uma rosa. E um elefante não quer ser um sapo. Tudo perfeito.

Eu mereço todo o amor do mundo porque eu sou o próprio amor. Essa é a verdade dentro de mim que não morre nunca. E essa é a verdade em você também. Cada um de nós veio expressar amor, de uma maneira única e especial.

Sua maior contribuição para o mundo é se permitir brilhar. Brilhe!”

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