Relatório divulgado pelo Ministério da Saúde aponta que 84% das pessoas diagnosticadas com HIV estão em tratamento. Percentual se aproxima de meta da Organização das Nações Unidas de combate à Aids.
ados do Relatório de Monitoramento Clínico do HIV, do Ministério da Saúde, divulgados nesta sexta-feira (24) apontam que o Brasil obteve avanços no diagnóstico, tratamento e controle do vírus nos últimos quatro anos. Até 2016, o país tinha 84% das pessoas diganosticadas com o vírus em tratamento. O documento avalia metas da Organização das Nações Unidas (ONU) para 2020.
Com dados de 2012 a 30 de junho de 2017, o relatório mostra que o Brasil aumentou em 18% o índice de diagnóstico de pessoas portadoras do vírus HIV e, em 15% a quantidade de soropositivos que fazem tratamento médico regular.
Os percentuais, segundo o ministério, não representam um aumento real no número de infecções, mas “indicam que as novas tecnologias de testes rápidos têm aumentado a cobertura”, explicou Adele Benzaken, diretora do Departamento de Infecções Sexualmente Transmissíveis IST, HIV, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde.
“O Brasil, na questão do 90/90/90 está hoje com 84% de pessoas diagnosticadas em cima do estimado. A 6 dígitos para atingir a primeira meta.”
De acordo com o plano da ONU, os países signatários devem chegar a 2020 com 90% das pessoas que vivem com HIV testadas. Destas, 90% precisam ter aderido à profilaxia, ou seja, ao tratamento médico continuado, e destas, 90% devem estar com a carga viral zerada no sangue - isso atestaria a eficácia dos medicamentos.
"O ministério reconhece que pessoa com carga viral indetectável não transmite o vírus HIV", disse Benzaken.