Maurício Cabral é acusado de lavagem de dinheiro no esquema em que o ex-governador do Rio é apontado como líder.
O juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal do Rio, interroga nesta quarta-feira (13) os réus do processo em que o ex-governador do Rio Sérgio Cabral e outras cinco pessoas são acusadas de lavar R$ 1,7 milhão de propina através de contratos fictícios com a empreiteira FW Engenharia.
Serão ouvidos Maurício Cabral, irmão do ex-governador Sérgio Cabral, e Alberto Conte, contador da DW. Susana Neves Cabral, ex-mulher do ex-governador e Flávio Werneck, que iriam depor, tiveram suas falas adiadas.
Segundo a denúncia do Ministério Público Federal (MPF), uma empresa ligada a Werneck - a Survey- teria feito os pagamentos a Cabral através de Susana e Mauricio. Na casa dela foram encontrados quadros, artigos de luxo e uma camisa de colecionador utilizada por Pelé.
Uma das empresas que seria de fachada, segundo o MPF, a Araras Empreendimentos, é de propriedade de Susana Neves. As investigações identificaram, entre outubro de 2011 e dezembro de 2013, 31 depósitos bancários da Survey em favor da Araras, totalizando o pagamento de R$ 1.266.975,00.
O MPF diz ainda que o sítio comprado por Susana em São João Del Rei (MG) não seria compatível com seus vencimentos. Desde agosto do ano passado, a ex-mulher de Sérgio Cabral trabalha para outro político que, recentemente, se tornou alvo dos desdobramentos da Operação Lava Jato.
Ela é assessora do presidente licenciado da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), Jorge Picciani (PMDB), onde ganha R$ 15 mil líquidos mensais.