Deputado defende Botelho: “Se fosse real, ele seria afastado”

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O presidente da Comissão de Ética da Assembleia Legislativa, deputado Leonardo Albuquerque (PSB), defendeu o presidente da Casa, Eduardo Botelho (PSB), que está sendo acusado de fazer parte de um esquema de propina no Detran-MT.

O caso está sendo investigado pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado) na Operação Bereré.

Para Albuquerque, a atuação de Botelho não está sob suspeita porque as acusações “são suposições”.

“Não coloca em dúvida a atuação dele, porque é uma acusação. Se fosse real, com provas substanciais, ele, obviamente, seria afastado de suas funções. Mas não com suposições”, disse ao MidiaNews.

“Temos que ter um cuidado com a verdade. Porque são acusações. Não dá para sair julgando-os como culpados. Você tem direito ao contraditório. Eles, o Botelho e Mauro Savi, são supostamente envolvidos. Tem que ter muito cuidado. É melhor soltar mil culpados do que prender um inocente”, completou.

Para o deputado, o episódio não irá manchar a imagem da Assembleia, porque a Casa já está envolvida em uma série de outras acusações.

Isso não mancha a Assembleia de forma alguma. É um pingo em um oceano de tinta guache. São muitos anos, muitas denúncias

Apesar disso, admitiu que o cenário pode ficar mais complicado aos acusados por ser ano eleitoral.

“Isso não mancha a Assembleia de forma alguma. É um pingo em um oceano de tinta guache. São muitos anos, muitas denúncias. Mas que bom que o Estado está sendo passado a limpo. Só assim vamos ter a verdadeira transformação da política”, disse.

“Esse é um ano eleitoral, um ano sensível. O tom das coisas sobe. Então, vai complicar. Mas as operações seguem o ritmo do que o Ministério Público pode fazer. Parabéns para eles e queremos que haja mais operações, seja contra Executivo, Legislativo ou Judiciário”, afirmou.

Sem investigação

As acusações contra Botelho são da época em que ele ainda não era parlamentar. Já o deputado Mauro Savi (PSB) atuava no Legislativo no período.

Apesar disso, Leonardo ainda não sabe se os parlamentares podem ser acionados na Comissão de Ética. Ele ressaltou que não há pedido de prisão contra os colegas.

“Não chegou nada na Comissão de Ética. A Justiça não nada encaminhou à Assembleia Legislativa. Não foi aceito nenhum pedido de prisão contra o deputado por falta de provas substanciais e a Comissão de Ética não tem acesso à fala do Dóia [Teodoro Lopes, ex-presidente do Detran] ou qualquer outro”, afirmou.

“Essa é uma das dificuldades da Comissão, porque a Justiça não cria um paralelo, não chega aqui. Muitas vezes está em segredo de Justiça, nós não temos acesso aos autos. Concordo que a Justiça tem que manter sigilo de algumas coisas. A gente entende. Mas complica o trabalho da Comissão”, completou.

Operação Bereré

A empresa EIG Mercados, antiga FDL Serviços de Registro, Cadastro, Informatização e Certificação LTDA, é investigada pela acusação de pagar propina a agentes públicos para manter um contrato com o Detran.

Os alvos foram os deputados estaduais Mauro Savi e Eduardo Botelho; o ex-deputado federal Pedro Henry, servidores públicos e empresários, e a própria EIG Mercados.

A operação tem como base a delação do ex-presidente do Detran, Teodoro Moreira Lopes, o”Doia”. Ele revelou, entre outras coisas, um esquema de pagamento de propina, de cerca de R$ 1 milhão por mês aos membros do esquema.

O Ministério Público chegou a pedir a prisão de 49 pessoas. Porém o desembargador José Zuquim Nogueira negou, determinando apenas o cumprimento de busca e apreensão contra os investigados.

Fonte: midianews

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