Imagine, num dia comum de trabalho, ser encostado contra a parede por um furacão em forma de mulher. Lívia (Grazi Massafera), de “O outro lado do paraíso”, surgiu desta maneira na frente de um frentista desconhecido, ontem, da novela das nove. Após ser rejeitada por Renato (Rafael Cardoso), a filha ninfomaníaca de Sophia (Marieta Severo) se entrega ao primeiro que aparece.
Quando eu soube que ia fazer a cena, fiquei ansioso por ser mais um trabalho. Mas, quando me disseram que ia ser com a Grazi e que teria beijo, fiquei emocionado. Eu admiro muito o trabalho dela, a pessoa que ela é... Foi muito gratificante. Minha família e meus amigos também ficaram amarradões — conta Rodrigo Conte, de 37 anos, sobre a cena de sexo casual que durou cerca de seis horas para ser finalizada, e virou um dos assuntos mais comentados da web.
Na vida real, Rodrigo, que iniciou na carreira de modelo aos 18 anos, começou a fazer cursos de teatro aos 30, em 2010, e estreou na TV em 2012, com uma participação em “Fina estampa”. Mas, na época em que trabalhava apenas nas passarelas e em frentes às câmeras fotográficas, o mineiro chegou a ser abordado de forma tão direta quando a da personagem lasciva interpretada por Massafera.
— Já aconteceu muitas vezes. Quando eu era mais novo, aos 20 e poucos anos, e trabalhava como modelo. E eram mulheres bonitas, mais por fora do que por dentro. A Grazi é maravilhosa, né? Lindíssima. A beleza dela brilha muito mais — elogia o colega de cena.
Ator pratica exercícios há 24 anos
O corpão que atraiu Lívia (Grazi Massafera) em “O outro lado do paraíso” foi esculpido por Rodrigo Conte com muito esforço. O mineiro faz exercícios desde os 13 anos, está no nível mais avançado de lutas esportivas, e é adepto de esportes radicais.
— Sou faixa preta de jiu-jítsu, fiz montain bike por muitos anos, além de corrida rústica, corrida de aventura, skate, surfe e outras modalidades. Esporte faz parte da minha vida. Esse hábito me ajuda muito na profissão.Me dá consciência corporal, paciência, calma... — opina ele, que, apesar dos músculos aparentes, não se considera vaidoso: — Eu tento não prestar atenção nessas coisas para inflar o ego. Todo mundo gosta de elogio, mas não é o mais importante.
O condicionamento físico também o ajudou em trabalhos como em “Êta mundo bom” (2015), em que interpretou o guarda que prendia os personagens interpretados por Marco Nanini, Klebber Toledo, entre outros. A preparação para a carreira na TV, aliás, ainda ocupa a maior parte do tempo na rotina do bonitão. Por conta disso, ele diz que ainda não pensa em engatar um relacionamento sério:
— Estou muito focado na carreira, na minha profissão. Estou bem, estou feliz, cuidando do meu jardim.