Esta bebê não queria que sua mãe adotiva a tocasse. 5 anos depois, descobriu-se a verdade...

CURTO E CURIOSO

Há um grande número de famílias, em todo o mundo, que passam muitos problemas na hora de conceber e isso pode ser devido a uma miríade de razões. Por uma razão ou outra, casais que sonham em ter uma linda família e não conseguem, optam por recorrer a outras vias. Quando vão ao médico e começam fazer os tratamentos de fertilidade, normalmente tudo se resolve, mas quando, por vezes, esse tratamento não funciona, a única opção que lhes resta é a adoção.

Este é o caso dos protagonistas do nosso artigo, Tina e seu marido Harry, que, depois de muitas conversas e cuidadosamente ponderarem a decisão, decidiram adotar e atravessar os vários trâmites que isso implica. Foi um processo que levou um longo tempo e foi difícil, mas em um dia como qualquer outro, receberam a grande notícia da aceitação de sua aplicação. Logo, Tina e Harry seriam pais de uma linda menina. Quer saber o que aconteceu depois? Bem, continue a leitura, porque é algo que acontece no mundo todo!

A garota que iriam adotar chamava-se Julia e havia chegado recém-nascida em um orfanato, numa uma cidade da parte siberiana da Rússia. Seus - agora novos – pais a acolheram de braços abertos quando ela tinha apenas 8 meses de idade. No início tudo correu bem, tinham realizado seu sonho e estavam muito felizes, porém, com o passar do tempo, as coisas tornaram-se mais complicadas quando Tina percebeu que havia algo errado com Julia.

É que é isso o que, geralmente, se pensa acerca do processo de adoção: uma vez cumprido todo o processo, o resto "vai sozinho". Só que isso não é verdade, é um processo que requer tempo e paciência e é, certamente, complicado. Quando você quer algo que lhe faça feliz, muitas vezes, você tem que passar por verdadeiras provações e as coisas podem ser bastante difíceis. Isto é o que aconteceu com os "jovens pais", ambos com 40 anos no momento da adoção.

Ao adotá-la quando era apenas um bebê de oito meses, eles pensavam que não seria problema nenhum que Julia necessitasse de carinho, que isso seria fácil, mas não foi, para a infelicidade de ambos. Na verdade, Julia não mostrava nenhum sentimento por seus pais. Ela não chegava nem a olhar nos olhos de Tina, nem era capaz de sentir nada quando sua mãe a abraçava. Estava sempre triste, apática e distante e não ligava para o que se passava ao seu redor.

Devido a esse comportamento dela, Tina teve uma grande depressão e continuamente questionava sua atitude materna, sentindo-se muito incapaz. Durante sua estada no berçário, Julia piorou consideravelmente e os professores argumentavam que ela era uma criança-problema. Era muito estranho, porque ela tinha praticamente tudo e amor não lhe faltava. Esta situação agravou muito o estado de Tina, pois sempre que ela ia buscá-la no berçário, Julia estava sozinha, afastada de seus amiguinhos.

Em várias ocasiões, ela mesma ia se esconder no banheiro ou sob uma mesa. Tina, não sabia mais o que fazer e ficava com o coração totalmente partido. Por isso, ela não hesitou em ir a um psicólogo e um pediatra para discutir a questão e o comportamento de sua filha, para mais facilmente tentar compreender o que se passava com ela. Foi nesse momento que Tina ouviu, pela primeira vez, a designação Transtorno Reativo de Vinculação, do qual Julia apresentava quase todos os sintomas.

Geralmente, este tipo de transtorno é sofrido por aquelas crianças que foram abandonadas em idade muito tenra em um orfanato, e Julia era uma delas. A condição que Julia parecia ter era comum, mas muito grave, porque isso impede os pequenos de criarem qualquer tipo de vínculo emocional saudável com seus pais. Julia se encontrava em uma espécie de estado traumático ou de choque, pois a verdade sobre como ela veio para a casa de Tina e Harry nunca lhe havia sido escondida.

No entanto, apesar de toda a dificuldade, os pais nunca desistiram dela e estavam prontos para fazer qualquer coisa para entenderem Julia e irem, pouco a pouco, fazendo nascer seu amor por eles. Trabalharam bastante com ela, dia após dia, para que ela fosse capaz de recuperar suas emoções e conseguir confiar nas pessoas. Ao longo do tempo, aconteceu o desejado, conseguiram, em grande parte, a melhora de sua filha. Tina afirmou em seu blog que não foi nada fácil, mas também não foi impossível. Agora ela tinha a honra de ser amada por sua filha, algo que era tudo para ela.

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Fonte: www.porquenosemeocurrio.com

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