A ministra e presidente do Supremo Tribunal Federal [VIDEO] #Cármen Lúcia passou por uma situação inusitada no último dia 6 de abril, dia anterior a prisão do ex-presidente Luiz Inácio #Lula da Silva. A residência de Cármen, em Belo Horizonte, foi atacada por vândalos apoiadores do Partido dos Trabalhadores. Na ocasião, a ministra não se encontrava no local.
A ação de vandalismo durou cerca de dez minutos. Os militantes do PT jogaram tinta no prédio em que Cármen possui residência. A tinta vermelha sujou a rua, prejudicando a imagem do edifício. A ação começou por volta das 16 horas e trinta minutos, assustando os vizinhos do entorno.
Os militantes do PT assumiram o ato devido a revolta que tiveram sobre a decisão de Cármen Lúcia no julgamento do habeas corpus do ex-presidente Lula. Cármen deu o voto de minerva, negando o recurso ao petista e colocando-o atrás das grades.
A ministra se manifestou sobre a situação e avaliou que o ataque dos militantes foi um ''episódio isolado''. Por ter uma importante posição no Supremo, opiniões contrárias [VIDEO] causaram frustração no recurso de Lula. Cármen disse que ficou emocionada ao saber que pessoas, juntamente com movimento cívicos, se dispuseram em ir até o local e limpar a sujeira de tinta vermelha feita pelos militantes do PT. A atitude Cármen soou como uma forma de agradecimento aos que estiveram ao seu lado.
Repúdio
A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) repudiou a atitude dos militantes contra a ministra do Supremo.
Segundo a instituição, os envolvidos devem ser ''punidos exemplarmente, de acordo com a lei''. O ato foi uma clara imagem de violência e ameaça contra a integridade de Cármen Lúcia.
Além da presidente do Supremo, diversos profissionais do jornalismo que cobriam matérias sobre a prisão de Lula foram agredidos pelos militantes. A demora para a prisão do petista fez com que jornalistas e repórteres fossem até São Bernardo do Campo avaliar a situação caótica do ex-presidente.
Lula foi preso após ser condenado em segunda instância pelos desembargadores do Tribunal Regional Federal da 4° Região. O petista é acusado de crimes de corrupção e lavagem de dinheiro. Lula entrou para a história como o primeiro ex-presidente preso por crime comum. Lula ainda é réu em outras denúncias.
O juiz federal Sergio Moro decretou a prisão do petista na última quinta-feira, 5 de abril. Lula teria até às 17 horas do dia seguinte para se entregar, no entanto, o atraso fez com que o petista se entregasse apenas no sábado, dia 7.