Juiz Marcelo Bretas 'toma as dores' de Cármen Lúcia e fala em desonra no STF

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O juiz #Marcelo Bretas, responsável pela Operação Lava Jato no Rio de Janeiro, decidiu criticar um fato constrangedor e que pode estar envolvendo um grande desrespeito dentro do Poder Judiciário. Através de seu Twitter, ele lamentou que membros de partidos, como: PT, MDB e PSDB estejam pressionando ministros do Supremo Tribunal Federal (#STF) para que seja votado um novo entendimento sobre a prisão após condenação em segunda instância.

Conforme as informações, os gabinetes de Edson Fachin, Gilmar Mendes, Celso de Mello e outros ministros teriam sido usados para ouvirem o apelo desses caciques dos partidos para que se ache uma solução em prol do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Os ministros, ao invés de condenarem essa pressão, acabam dando atenção a essa gente investigada. O propósito principal dos membros dos partidos é mudar o entendimento desse assunto para poder beneficiar Lula, que pode ser preso ainda este mês.

A presidente da Corte, ministra #Cármen Lúcia, é a única que se mantém firme e já demonstrou que não vai recuar sobre esse tema. Ela mesma ficou indignada quando foi abordada por senadoras petistas, que foram ao seu gabinete e pediram para que ela ajudasse Lula.

Marcelo Bretas sabe da importância da reação da ministra e declarou que essa influência que estão fazendo no Judiciário, principalmente pressionando Cármen, seria uma politicagem de baixo nível. O juiz afirmou que é um grande desrespeito com a independência do Poder Judiciário, que desonra os envolvidos.

Recado da ministra

Na última sexta (09), Cármen Lúcia [VIDEO] deu mais uma demonstração de que não vai se curvar diante das pressões dos seus colegas de tribunal. Ela não incluiu na pauta da Corte para o mês de abril nenhuma das ações que poderiam levar a revisão da regra que determina o cumprimento da prisão após sentença da segunda instância.

Muitos falam que essa decisão dela foi um recado para Lula [VIDEO] e para alguns ministros que fazem pressão para que ela mude de postura. Entre os ministros que mais a pressionam estão: Dias Toffoli e o decano Celso de Mello.

Torquato Jardim

Até o ministro da Justiça Torquato Jardim, que sempre se mostrou em defesa da prisão determinada pela segunda instância, está começando a mudar de opinião. Numa entrevista à Folha de São Paulo, ele declarou que seria bom se houvesse um novo julgamento sobre o assunto, pois a Corte está muito dividida sobre isso.

Questionado se isso poderia ser visto como algo para beneficiar Lula, o ministro desviou afirmando que esse tema não envolve só Lula, mas presos do Brasil inteiro.

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