O Palmeiras foi o único brasileiro que venceu na estreia da fase de grupos da Libertadores e atropelou o Junior Barranquilla na Colômbia por 3 a 0. Nem precisou, mas se quisesse teria motivos para reclamar da arbitragem do paraguaio Enrique Cáceres no lance em que Willian levou um choque e caiu na área, mas se levantou e continuou a jogada que terminou no gol de Borja.
No "Seleção SporTV" desta sexta-feira, o lance virou tema de debate. E o apresentador André Rizek polemizou ao opinar que o atacante do Palmeiras só não ficou caído para pedir o pênalti porque a partida foi em outro país.
– Ele tinha chance de cavar uma falta e seguiu a jogada. Cavar não, parar a jogada. Eu imagino que se o jogo fosse no Brasil ele cairia. É porque o jogo seguiu.
O narrador Luiz Carlos Junior concordou com Rizek e acredita que houve a penalidade máxima:
– Em condições normais de temperatura e pressão, ele cairia. E não acho que seria absurdo ele cair ali porque leva a trombada.
Porém, Juninho Pernambucano discordou dos companheiros de bancada. O ex-jogador levantou a possibilidade de ser um sinal de que os jogadores brasileiros estejam, enfim, mudando a mentalidade:
– O Willian, talvez de tanto ser cobrado, já está entrando na cabeça: "Olha, não vou cair tão fácil, tenho que me acostumar mais a ficar em pé". Talvez ele queira melhorar também, Rizek. E aí, na hora que ele cai: "Poxa, estou fora de casa". E isso pesa. Não escutou nada, nem apito, nem torcida gritar, ele já levanta na hora e continua a jogada – argumentou, lembrando de uma passagem da infância:
– Eu criança vi uma reportagem, gostava muito do Renato Gaúcho e queria ser ponta-direita, só que não sabia que era lento para ser ponta (risos). Eu me lembro de alguma coisa que o Renato cortava para dentro, cortava para fora, e uma hora ou outra ele cavava falta. Era meio que incentivado isso, então eu comecei a fazer na pelada, na quadra de cimento, a cavar falta. Eu aprendi só no Lyon que é anti-jogo. Quando você fica bem condicionado não cai mais.