Governo do DF exonera diretor do DER, Henrique Luduvice, após queda de viaduto

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diretor do Departamento de Estradas de Rodagem do Distrito Federal, Henrique Luduvice, foi exonerado do cargo nesta quarta-feira (7). O anúncio foi feito pelo Palácio do Buriti no dia seguinte ao desabamento parcial de um viaduto na Galeria dos Estados, no início da Asa Sul.

O cargo será assumido pelo atual diretor de Edificações da Novacap, Márcio Augusto Buzar. Engenheiro civil, doutor em estruturas e professor da Universidade de Brasília, ele atua em projetos de pesquisa sobre tecnologia da construção, novos materiais derivados do concreto e mobilidade urbana.

Mais dinheiro e vistorias

Durante a coletiva, o governador Rodrigo Rollemberg também anunciou a destinação de R$ 50 milhões da chamada "reserva de contingência" para obras em viadutos e pontes. Segundo o Buriti, a prioridade será dada às intervenções na Galeria dos Estados. Depois, o que "sobrar" pode ser usado em outras áreas designadas como críticas.

O governador também determinou que a Novacap vistorie, até sexta-feira (9), todos os viadutos e pontes citados no relatório de 2012 do Tribunal de Contas. Naquele momento, há quase seis anos, os auditores do tribunal identificaram oito bens públicos com necessidade de reparo e manutenção urgente (veja o documento aqui).

Além do viaduto da Galeria dos Estados, a lista inclui:

a Ponte do Bragueto, que faz a ligação entre o fim da Asa Norte e o Lago Norte;

o viaduto que cruza o mesmo Eixão Sul e a via S2 (dos anexos ministeriais);

dois viadutos do Eixo L (conhecido como "Eixinho de baixo"), nas quadras 203/204 Sul e 215/216 Sul;

o viaduto sobre a via N2 (dos anexos ministeriais, no lado voltado para a Asa Norte), ao lado do shopping Conjunto Nacional;

o estacionamento do shopping Conjunto Nacional, e

o ginásio Cláudio Coutinho, próximo ao estádio Mané Garrincha.

Série de declarações

Nos momentos seguintes ao desabamento do viaduto da Galeria dos Estados, Luduvice declarou que outros pontos do Eixo Rodoviário – o Eixão – corriam risco e cobrou, publicamente, mais orçamento para a manutenção dessas estruturas.

"A engenharia tem respostas. Na medida em que tenhamos recursos, capacidade de investimento, nós temos condições de recuperar, criar condições de tráfego", disse.

Sem fazer menção direta, o governador Rodrigo Rollemberg (PSB) respondeu às declarações. Em coletiva no Palácio do Buriti, horas depois, ele afirmou que cerca de R$ 67,7 milhões foram investidos nesse tipo de obra, nos últimos três anos.

“Infelizmente tivemos o desabamento nesse viaduto que ainda não tinha sido recuperado", disse Rollemberg. O governador também autorizou o remanejamento de recursos do Orçamento de 2018 para reforçar a rubrica de manutenção urbana.

Em menos de 24 horas após a queda do viaduto, Luduvice anunciou diversas medidas para conter o dano e, ao mesmo tempo, responder à insegurança de outros trechos apontados como "críticos". Ao G1 e à TV Globo, ele admitiu a possibilidade de demolir a Ponte do Bragueto, que liga a ponta da Asa Norte ao Lago Norte.

"Logo que concluamos as pontes leste e oeste do Bragueto, nós restauraremos ou até demoliremos a ponte central", afirmou, tornando-se o primeiro representante do governo a admitir publicamente essa possibilidade.

Luduvice também foi o responsável por convidar o engenheiro calculista original da obra do viaduto, Bruno Contarini, para participar dos trabalhos de recuperação no Eixão Sul. Nesta terça, o ex-diretor do DER disse que o engenheiro ajudaria "a orientar os próximos passos para recuperar a área".

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