SUSPEITA de fraude na eleição do Corinthians?

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Ministério Público afirma que pleito que elegeu Andrés Sanchez não foi "íntegro, seguro e confiável"

Cinco meses após Andrés Sanchez ter sido empossado como presidente do Corinthians, a eleição do clube segue gerando polêmica.

Há uma investigação em curso para apurar se houve fraude no pleito, que acabou em confusão na tarde de 3 de fevereiro. Segundo o Ministério Público, a eleição não foi "íntegra".

Para facilitar o entendimento do caso, que é complexo, lista abaixo perguntas e respostas. Confira:

- Foi comprovada fraude?

Não é possível garantir que houve fraude, mas as três auditorias realizadas apontam falhas na segurança do sistema de votação da eleição do Corinthians, fornecido pela Telemeeting Brasil.

Com base nisso, o Ministério Público afirma que "ficou demonstrada a absoluta violação da confiabilidade e seriedade do pleito e o desvirtuamento do processo eleitoral de um dos maiores clubes do Brasil, vez que o presidente e chapas não foram eleitos dentro de um processo democrático íntegro, seguro, confiável e hígido".

- Quais foram as perícias?

Duas empresas realizaram perícias para verificar a integridade do sistema utilizado na eleição do Corinthians: a "Dynamics Perícias", contratada pelo candidato derrotado Paulo Garcia, e a "Perícias Informática", à serviço da Comissão Eleitoral do clube. O Instituto de Criminalística, órgão vinculado à Secretária de Segurança Pública de São Paulo, também produziu um laudo.

- O que as perícias apontaram?

Dynamics Perícias: a empresa contratada por Paulo Garcia aponta que houve uma diferença de 25 votos entre os que foram apurados após a eleição (3.642) e o número de sócios que assinaram a lista de presença (3.617)

O laudo da Dynamics também lista outros pontos que geram suspeita sobre a eleição, como explica a advogada Maitê Cazeto Lopes, uma das responsáveis pela defesa de Paulo Garcia:

– Na véspera da eleição foi apresentado o sistema para os fiscais e auditores, que checaram o programa que seria rodado no dia seguinte. Ao final, o computador foi lacrado, gerando um código de autenticação. No dia seguinte, o código deveria "bater", mas o código gerado foi outro. [...] Outro ponto (levantado pela perícia) foi que os votos transitavam por Wi-Fi, mas ficou constatado que a rede era vulnerável, não havia criptografia, facilitando um acesso remoto de uma terceira pessoa.

A Polícia apreendeu dois computadores, mas a perícia demonstrou que foram utilizados três notebooks para gerenciar o sistema de votação. A máquina que não foi apreendida era manuseada por um funcionário com acesso ao banco de dados da votação.

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