Entenda como, da maneira mais improvável, Corinthians venceu o Avaí

Fofoca

Apostando nos cruzamentos, "baixinhos" do Timão furam a retranca dos grandalhões do Avaí

os 44 gols que o Corinthians havia marcado até a vitória por 1 a 0 sobre o Avaí, na noite deste sábado, em Itaquera, apenas cinco foram de cabeça, fruto de algum cruzamento. Se já não é uma arma muito utilizada quando tem Jô (1,89 m) no time, sem o camisa 7, suspenso, fazia ainda menos sentido insistir tanto na bola aérea.

Kazim, o substituto do artilheiro, tinha apenas dois gols na conta com a camisa alvinegra. Nenhum na arena corintiana. Pelo que mostrou no primeiro tempo, parecia distante de quebrar o jejum.

Junte um cruzamento para Kazim, portanto, e você tem a fórmula pronta para o fracasso, certo? Errado.

Erguer a bola na área catarinense foi exatamente o que os donos da casa mais fizeram quando se depararam com um rival fechadinho, jogando com os 10 atletas de linha atrás da linha da bola – algo previsível.

Apenas no primeiro tempo, foram 21 bolas levantadas – a média por jogo do Timão, neste Campeonato Brasileiro, é de 14. Dada a estatura dos corintianos que chegavam à área para tentar o cabeceio (veja lista abaixo), era um bom negócio para o goleiro Douglas (1,94 m), o lateral Maicon (1,84 m) e os zagueiros Betão (1,81 m) e Alemão (1,86 m), do Avaí.

TIMÃO DE "BAIXINHOS"

JOGADOR ALTURA

Kazim 1,85 m

Clayson 1,66 m

Rodriguinho 1,77 m

Romero 1,77 m

Gabriel 1,71 m

Camacho 1,81 m

Fonte: GloboEsporte.com

Isto, até o lance que derrubou toda essa teoria acima, aos 3 do segundo tempo. Ah, e importante: àquela altura (sem trocadilhos, juro), Fábio Carille havia deixado seu ataque ainda mais baixo quando trocou Camacho por Jadson (1,68 m), já na volta do intervalo.

O detalhe que você respeita: repare pelo gif abaixo como Kazim se posicionou justamente entre os dois zagueiros do adversário.

Até marcar pela primeira vez em Itaquera, aliás, o Gringo da Favela não vinha jogando nada bem. Parecia ter dificuldade em jogar de costas para o gol, na tentativa de fazer o pivô que Jô executa tão bem. Para piorar, quando buscava ajudar na marcação, ainda mostrava pouca intimidade com a função. Foi o mais faltoso do time (sete, das 15 faltas da equipe).

O gol e as duas substituições seguintes feitas por Carille – Maycon na vaga de Rodriguinho e Marquinhos Gabriel na de Clayson – deram mais dinâmica ao time, que mudou a tática. Cruzou apenas seis vezes no segundo tempo (lembre-se, foram 21 no primeiro!) e colocou a bola no chão. Poderia até ter ampliado nessa boa trama finalizada por Gabriel.

Mas, na noite das improbabilidades, valeu o que tinha tudo para dar errado e funcionou. O título parece apenas uma questão de tempo.

O Corinthians pode ser campeão na próxima quarta-feira, com três rodadas de antecedência. Para isso, precisa vencer o Fluminense, em casa. Além disso, é preciso que o Grêmio não some seis pontos contra Vitória (domingo, em Caxias do Sul) e São Paulo (quarta, em Porto Alegre).

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