Não adiantaram as vitórias contra Costa Rica e Sérvia. Neymar segue sem falar com os jornalistas. Daniel Alves o visitou. E disse fazer o que quiser
Eram 23h30 quando os jogadores do Brasil foram para os vestiários do Spartak Stadium. A esta altura, mais de 300 jornalistas do mundo todo se acotevelam nos cerca de cinquenta metros de corredores da zona mista. Um cercadinho de ferro, por onde os atletas passam e dão entrevistas, se quiserem.
O primeiro espaço e o mais apertado, mistura rádio e imprensa escrita, internet e jornal. A segunda é reservada para as televisões. Com mais civilidade. Cada emissora do mundo todo, que conseguiu negociar o direito de transmissão com a Fifa, tem seu lugar reservado.
Por duas horas e dez minutos, os jornalistas esperam, cada vez mais irritados, angustiados com o horário de seus veículos, pelos atletas de Tite. O assessor de imprensa da Fifa foi procurado oficialmente por jornalistas italianos, franceses possessos. Queriam explicação para tamanho desrespeito. Os atletas sérvios saíram em 25 minutos.
A CBF decidiu fazer o que nenhuma entidade faz aqui na Rússia. Após os jogos, os atletas tomam banho. Jantam. Quem precisa iniciar um tratamento imediato faz, sem pressa. Depois ainda ouvem uma pequena palestra de Tite sobre o jogo e a perspectiva na Copa. Minimiza erros, o técnico procura deixar todos tranquilos.