Marinha da Argentina analisa 'ruído' detectado em área de busca de submarino desaparecido

Jornal do mundo
Submarino militar argentino ARA San Juan é visto deixando o porto de Buenos Aires (Foto: Armada Argentina/Handout via Reuters)

Marinha da Argentina afirmou nesta segunda-feira (20) que foi detectado um "ruído" na área de busca do submarino ARA San Juan, desaparecido desde quarta-feira, que será analisado para determinar se vem ou não daquela embarcação.

Segundo o porta-voz Enrique Balbi, o barulho foi captado por dois navios que participam da busca.

"Ouviu-se um barulho que inicialmente foi escutado pela Corveta Rosales, da Marinha argentina, através de seu casco, de forma passiva. Esse barulho também foi ouvido por um destróier da Marinha que se aproximou do lugar. Por isso, pedimos ajuda para a aeronave P-8 da Marinha dos EUA, que lançou boias sônicas passivas e levou esse ruído para a base aeronaval Espora e, a partir daí, foi transferida para Puerto Belgrano onde a informação está sendo processada para determinar a assinatura acústica", detalhou o porta-voz, de acordo com o jornal local "El Clarín".

Balbi acresecentou que a análise deveria durar cerca de três horas e que não gostaria de criar "falsas expectativas".

Chamadas de satélite

Mais cedo, a Marinha argentina detalhou que as sete chamadas de satélite detectadas no último sábado (18), não foram feitas pelo ARA San Juan, como se acreditava inicialmente.

O submarino militar ARA San Juan manteve contato com a base pela última vez na manhã de quarta-feira (15), quando estava no sul do Mar Argentino, a 432 quilômetros da costa patagônica do país.

Gabriel Galeazzi, um comandante naval, disse aos repórteres que o submarino veio à tona e comunicou um problema elétrico antes de sumir. "O submarino emergiu e relatou um mau funcionamento, e é por isso que seu comando terrestre ordenou que ele voltasse à sua base naval em Mar del Plata", afirmou.

Galeazzi disse que é normal submarinos sofrerem com o mau funcionamento dos sistemas. "Um navio de guerra tem muitos sistemas auxiliares, para que se passe de um para outro quando há uma pane", explicou.

Tempo ruim

As condições meteorológicas adversas - com vento forte, temporais e ondas de até 6 metros de altura - na região de buscas dificultam uma eventual localização visual do submarino.

Treze embarcações e dez aeronaves trabalham nas buscas, que se estendem desde sexta-feira (17) e contam com ajuda internacional.

Na América do Sul, os governos do Brasil, Chile, Uruguai e Peru ofereceram assistência. O Reino Unido ofereceu suporte logístico. A África do Sul também ofereceu apoio.

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