13 motivos para ouvir "Double Dutchess", novo álbum da Fergie

gaL
capa do novo álbum, "Double Dutchess"

13 motivos para comemorar;

13 novas músicas para ouvir!

Nessa sexta-feira, dia 22 de setembro, a cantora Fergie nos presentou com seu mais novo álbum, intitulado "Double Dutchess", sucessor do aclamado "The Dutchess", de 2006. Fergie demorou mais de 10 anos para nos dar algo novo.

E melhor, junto com as novas 13 músicas vieram 9 clipes, alguns deles já lançados ao longo do ano passado e desse ano, como "M.I.L.F. $", lançado em julho de 2016, "Hungry", com participação de Rick Ross, liberado há um mês e "You Already Know", parceria com a rapper poderosa Nicki Minaj, que saiu duas semanas atrás. Nem "L.A.LOVE (la la) ft. YG", lançada em novembro de 2014, ficou de fora do álbum.

cena do clipe de "M.I.L.F. $"

O motivo desses lançamentos tão espaçados é que Fergie começou a trabalhar no álbum há 3 anos, mas diversos fatores atrapalharam a finalização do mesmo. Após seu primeiro disco solo, ela ainda trabalhou em dois álbuns com o "The Black Eyed Peas", saiu em turnês mundiais com o grupo, casou-se, virou mamãe... a própria cantora disse em entrevista que depois de se tornar a mãe do Axl, seu filho que hoje está com 4 anos, não pôde mais estar em estúdio, gravando e compondo, até 5 horas da manhã como fazia antes, pois logo teria que acordar para cuidar do seu novo amor. Por esses motivos Fergie levou anos até decidir trabalhar em novo material e quando finalmente decidiu, não queria entregar um trabalho que considerasse medíocre. Preferiu entregar uma "refeição completa".

O "Double Dutchess" é um álbum maravilhoso, na minha opinião. Várias músicas viciam logo de cara. Você começa ouvindo "Hungry", que tem algo de misterioso, um som instigante, quase fúnebre. Há uma explicação para isso. Fergie usou um sample da música "Dawn of the Iconoclast", de 1987, da banda australiana de darkwave Dead Can Dance. Já na primeira faixa ela anuncia que está faminta e - mostra a que veio -. A música fala sobre ambição e ainda faz referência a Pablo Escobar, o colombiano que foi um dos maiores narcotraficantes do mundo. O clipe é todo em preto e branco e foi dirigido pelo brasileiro Bruno Ilogti, que frequentemente trabalha com a cantora Anitta.

cena do clipe de "Hungry"

A segunda música tem um clipe com visual impecável, foi gravado nas ruas e em danceterias de Londres e traz um clima bem "boate". O som é super gostosinho, mas a batida que não muda muito nos seus 3min45seg de duração acabam fazendo cansar um pouco, diferente da anterior, que com quase mesmo tempo de execução se mostra inovadora do início ao fim.

cena do clipe de "Like It Ain't Nuttin'"

You Already Know, featuring Nicki Minaj, terceira faixa do disco, é muito muito muito boa. A versão do clipe começa super genérica, com uns sintetizadores bem básicos para logo em seguida sofrer uma explosão de ritmo e voz, que apesar de sucinta, faz qualquer um querer dançar. A música tem um apelo sexy, traz elementos de jazz e o rap maravilhoso da Nick, inconfundível. O clipe é todo em preto em branco, novamente, e também com direção de Bruno Ilogti. A versão do álbum e das plataformas digitais traz uma continuação 'interlude version', bem jazz no início, suave e gostosa de ouvir. Parece que veio para servir como um descanso após o batidão.

cena do clipe de "You Already Know"

A quinta faixa do álbum, "A Little Work", não trouxe um videoclipe (ainda), mas é muito mais que maravilhosa. Fergie, aparentemente, fala sobre o seu vício em drogas, problema que enfrentou no passado e que até agora não tinha sido exposto em nenhuma de suas músicas. Tem composição e produção feitos por ela mesma. Só ouvindo para sentir a emoção que ela causa. Consegue ser aquela música com ar de tristeza/esperança/superação sem cair no clichê. Recomendo demais.

"M.I.L.F. $" ficou na sétima posição e é aquela faixa já conhecida, mas sem nunca ser batida. Tem um som que lembra muito a sonoridade do "The Dutchess", como se fosse uma "Fergalicious" 2.0. Fergie aos 41 anos, na época do clipe, lindíssima, cercada por outras mulheres famosas tão lindas quanto ela, formam um squad para chocar. Fergie abusa da sensualidade, da fetichização da qual se é alvo quando se é uma mulher mais velha ainda "com tudo em cima", sendo também um tanto quanto irônica. Uma das coisas que mais gosto na versão do clipe é que a música se estende por mais um minuto. Aos 2min52seg ela acaba para voltar com o squad mostrando beleza, muito deboche e a Fergie tomando um banho de leite (!!!). Um clipe e tanto.

cena do clipe de "M.I.L.F. $"

Talvez "L.A.LOVE (la la)" sejam a música e o clipe que mais difiram dos demais. Isso se deve, provavelmente, ao tempo que foi lançado, 3 anos. Parece um projeto diferente. O clipe é uma hemorragia de cores, traz uma Fergie parece que saída do início dos anos 2000. A música é repleta de clichês hip hop, meio rap, meio pop, no entanto isso não faz com que ela seja menos divertida, apesar de ter melodia e letra muito repetida. A diminuição da faixa em quase dois minutos na versão do disco foi uma decisão acertada.

cena do clipe de "L.A.LOVE (la la)"

As faixas que fecham o álbum, "Love is Blind" e "Love is Pain", são ótimas e ainda não têm clipes. Apesar da primeira lembrar muito uma canção de reggae, ritmo que Fergie nunca explorou antes, ela se saiu muito bem na sua execução, acrescendo elementos do hip hop logo no início da segunda metade da música. "Love is Pain" é uma canção que em um primeiro momento me lembrou "Bleeding Love", de 2007, da Leona Lewis, que foi um sucesso mundial. Quem sabe essa tenha sido a intenção, para de imediato despertar em quem ouve aquela sensação de familiaridade, conforto, reconhecimento, empatia. Nada mais certo para fazer uma música dar certo com o público.

"Double Dutchess", para mim, é um álbum nota 8,0. Ele é maravilhoso, desperta várias emoções, só não ganha um 9,5 ou 10 porque sofre uma digressão no seu conduzir, se perde um pouco, faz o ouvinte sentir coisas demais, mas finaliza de uma forma I-M-P-E-C-Á-V-E-L.

<3

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