O novo vídeo clipe da contora Anitta, “Vai Malandra” foi lançado na data de ontem, dia 18 de dezembro, e ficou entre os assuntos mais comentados na internet e decola mais uma vez, a sua carreira internacional.
O clipe foi e está sendo muito criticado por expor o Brasil sem filtros, sua realidade nua e crua: A super exposição de mulheres, sexualização, favelas, (etc). Porém, esse é o Brasil, sem maquiagens e romantizações envolvidas, sem cartões postais da cidade “maravilhosa”, é a vida da comunidade, como ela é.
O funk é cultura, é arte. Escrever músicas dentro de um apartamento na parte nobre da cidade, com acesso a informação e uma educação de qualidade, é fácil, mas não é a realidade do Brasil. A realidade do Brasil é essa, e a arte e a cultura vem para amenizar essa realidade que é o dia-a-dia de muitos!
O samba, em 1930 também foi perseguido acusado de “música ruim”, “sem conteúdo” e “aquilo não é cultura” e hoje, os grandes sambistas são tidos como exemplos da música brasileira, em que a cultura nacional deve ser guiada. Que estranho, não?!
O colunista Mauro Ferreira no G1, trás em seu texto, uma visão muito interessante sobre o universo de “Vai Malandra”:
Anitta é malandra no bom sentido. Como também foram malandros nesse mesmo bom sentido os sambistas dos anos 1930 que eram perseguidos pela polícia com a mesma fúria e com o mesmo preconceito com que Anitta é atacada pelos haters e ratos de redes sociais. Porque uma parte do Brasil teima em negar a cultura de outra parte desse mesmo país, e não por acaso Anitta faz sutil alusão ao projeto de lei que propõe a criminalização do funk ao aparecer sentada em moto cuja placa é ANT 1256 (o número desse projeto). Também não por acaso, a imagem de cantora na moto está estampada na capa do single Vai malandra.
Esse é o Brasil que a falsa burguesia e a elite querem ignorar, mas a favela terá voz! Terá Anitta!