lém de vender o pré-sal a preço vil, a Petrobras deu informações estratégicas à concorrência, acusa o geólogo Luciano Seixas Chagas
A Carlos Drummond
Entre raposas do mundo dos negócios, a diretoria da Petrobras combinou “ingenuidade” a uma estranha ajuda aos competidores
No leilão do pré-sal realizado na sexta-feira 27, a Petrobras e o Brasil perderam, mas multinacionais como a Statoil fizeram o negócio do século. O presidente da empresa, Pedro Parente, mostrou um desconhecimento espantoso sobre o setor petrolífero e ajudou concorrentes com informações estratégicas, acusa o renomado geólogo Luciano Seixas Chagas.
O resultado desastroso evidencia o enorme dano ao País resultante da retirada da obrigatoriedade de participação daquela estatal em todos os ativos do pré-sal, diz Chagas. Funcionário da Petrobras por 31 anos e consultor há 14, atuou em cerca de 60 negócios no pré-sal e em áreas terrestres, domésticas e da Austrália e da Nicarágua, entre outros países. Empresas brasileiras e da Noruega, Japão, Estados Unidos e Reino Unido fazem parte da carteira de clientes de Chagas, que concedeu a entrevista a seguir.
CartaCapital: Como o senhor analisa as declarações do presidente da Petrobras, Pedro Parente, sobre o leilão do pré-sal?