Quem bebe café vive mais tempo

Pode confiar

Os benefícios foram encontrados entre consumidores de café e de descafeinado. Ou seja, o mérito não será da cafeína. Falta agora descobrir os compostos que dão ao café um comprovado efeito protector da saúde.

Se é daquelas pessoas que juram que não é capaz de funcionar sem café temos boas notícias para si. Esta segunda-feira foram publicados dois estudos sobre os benefícios do café e, em traços gerais, a conclusão é que quem bebe à volta de três cafés por dia vive mais tempo. Um dos trabalhos estudou a associação entre o café e a mortalidade em mais de 521 mil pessoas de dez países europeus (Portugal não está incluído), a outra investigação quis confirmar se as vantagens associadas ao consumo de café existem para todas as populações, sobretudo as “não-brancas” (japoneses americanos, afro-americanos, latinos e havaianos) que são menos estudadas.

Não é a primeira vez que se publica um estudo sobre café. Longe disso. Tal como o chocolate ou o vinho (que também contam com legiões imensas de fãs), os efeitos do café têm sido alvo de várias investigações nos últimos anos. Dizem as estimativas que todos os dias se bebem mais de dois mil milhões de chávenas de café (nas suas mais diferentes formas) em todo o mundo. Números de lado, sabemos que o café é um elemento importante na nossa dieta e que, por isso, importa estudá-lo. Apesar de ser difícil isolar os seus benefícios numa dieta e estilo de vida que inclui multiplas influências, já foram divulgados vários estudos que provaram que o consumo desta bebida pode ter um efeito protector em relação a algumas patologias, desde a diabetes do tipo II a doenças cardiovasculares, Alzheimer, Parkinson e até alguns tipos de cancro. Mas, atenção, estamos ainda na fase do “pode” ter um efeito benéfico.

Desta vez, meteu-se quase tudo no mesmo saco e tentou-se uma fotografia global que quis mostrar se o consumo de café está associado à mortalidade. Está. E parece ser o melhor dos casamentos contribuindo para um menor risco de morte por todas as causas. Essa é a principal conclusão de um estudo internacional, publicado na Annals of Internal Medicine e financiado pela Comissão Europeia e pela Agência Internacional para a Investigação de Cancro, que apresenta o resultado de uma análise à saúde de 521.330 pessoas de dez países europeus (Dinamarca, França, Alemanha, Grécia, Itália, Holanda, Noruega, Espanha, Suécia e Reino Unido). É o maior estudo feito até à data sobre este tema. Os participantes fazem parte de um grande projecto europeu conhecido pela sigla EPIC (European Prospective Investigation into Cancer and Nutrition) que acompanha (ao longo dos últimos 16 anos, em média) homens e mulheres de vários países, servindo para a análise e monitorização de diversos indicadores de saúde.

“Percebemos que um elevado consumo de café está associado a um menor risco de morte por qualquer causa e especificamente por doenças circulatórias e digestivas”, refere Marc Gunter, principal autor do estudo e investigador na Agência Internacional para a Investigação do Cancro, num comunicado do Imperial College de Londres.

0
0
おすすめ