A educação inclusiva precisa de incentivos financeiros, mesmo apesar de ser instituída como uma política nacional, metodológicos e curriculares para ser inserida de forma efetiva nas escolas do Brasil. De acordo com os especialistas da área, é preciso uma maior valorização da diferença como elemento central e deixar de lado a compartimentação dos conhecimentos pedagógicos para que os avanços sejam conquistados. A ausência de incentivos financeiros também se apresenta como um entrave para a instituição de uma educação inclusiva efetivamente.
É necessário parar de categorizar os alunos. “Deixar de fazer uma formação de professores que se apoie sobre a dimensão normativa, na qual na sala de aula há o aluno ruim, o bom, o gentil, o não gentil. Trabalhamos categorias que são fonte de exclusão social”, explica o pesquisador de deficiência intelectual e inclusão escolar da Universidade de Montreal (Canadá), Jean-Robert Poulin.
Segundo Fernando Pires, professor de economia da UFC e coordenador do OPP, aborda a questão econômica. E defende investimentos relevantes na formação dos educadores.
“Os grandes especialistas da área da educação mostram que a formação do professor é fundamental. E isso passa também por dar condições de trabalho a esse professor, qualidade de vida. Outros países dão muita importância a isso. O apoio em termos logísticos e de estrutura. A escola integral é algo muito interessante nesse sentido” explica o professor.