Algoritmo revela quais as sensações que precedem a morte

Juliana kempim

Um algoritmo analisou os textos escritos por pacientes com doenças terminais e prisioneiros momentos antes de serem executados para determinar quais sensações que essas pessoas experimentaram. Os resultados contradizem o que é o senso-comum diz sobre a morte. A morte é algo temido por muitos. O simples pensamento de pensar sobre isso causa arrepios nas pessoas. A pergunta que vem automaticamente quando se ouve em morte é: ''O que se sente ao morrer? O que acontece nos minutos que a precedem? O que acontece depois?''

Uma análise recente procurou responder à uma dessas perguntas, o estudo foca em responder a questão dos sentimentos dos indivíduos em suas experiências de momentos ou dias antes do término de suas vidas. A partir do estudo dos textos de doentes terminais e dos prisioneiros condenados à morte, as conclusões obtidas foram muito inesperadas.

urt Gray, líder da pesquisa na Universidade da Carolina do Norte, disse: "Quando imaginamos nossas emoções, quando estamos abordando o assunto “morte”, pensamos principalmente em tristeza e terror, mas verificou-se que morrer é menos triste e terrível - e mais feliz - do que as pessoas pensam ". Os resultados, publicados na última edição da revista “Psychological Science”, derrubou a ideia inicial de medo da morte e garantem que, com a proximidade da morte, uma sensação "inesperadamente positiva" é experimentada.

Na verdade, esse é o nome do estudo: "Morrer é inesperadamente positivo". Na primeira das experiências, Gray e seus colegas analisaram o conteúdo emocional de mensagens em blogs pessoais de pacientes com doenças terminais que estavam prestes a morrer de câncer ou esclerose lateral amiotrófica (ELA). A título de comparação, eles pediram a um grupo de participantes, através da internet, que imaginassem terem sido diagnosticados com câncer terminal e que escrevessem um texto em um blog com a ideia de que só lhes restavam alguns meses de vida.

Foram detectados alguns sinais nas mensagens reais e também nas hipotéticas dos “doentes terminais”. Palavras que descrevem emoções negativas e positivas como "medo", "terror", "ansiedade", "felicidade" e "amor". Depois de analisarem os dados, eles descobriram que as publicações dos doentes terminais incluíam muitas palavras de emoção e relacionadas a felicidade, muito mais positivas do que os participantes com morte hipotética, que optaram por mais palavras que descreviam emoções negativas.


A detecção de um fenômeno surgiu com a passagem do tempo até que a morte se aproximou: os doentes apelaram ainda mais para sentimentos positivos. Em um segundo experimento, a equipe responsável realizou uma análise comparativa dos textos escritos por prisioneiros condenados à morte e condenados já no corredor da morte, perto de serem executados.
Por incrível que pareça, os resultados foram os mesmos: as palavras positivas apareceram com maior frequência de acordo com a proximidade da morte. Nos pacientes terminais, bem como nos condenados à morte, as alusões freqüentes a, por exemplo, a religião e a família foram registradas, sugerindo que tais questões ajudam a reprimir a ansiedade sobre a questão inexorável da morte. ”Os seres humanos são incrivelmente adaptáveis - física e emocionalmente", disse Gray após a análise dos dados dos dois experimentos.



''As últimas entradas no blog dos pacientes terminais e as últimas palavras de prisioneiros condenados à morte estão cheias de amor, laços e relações sociais, todos repletos de muita emoção", disse Gray. "A morte é inevitável, mas o sofrimento não", concluiu.

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