SELTON MELLO: "ESTOU MAIS APTO A FAZER CENAS COMPLEXAS FISICAMENTE"

JL News Oficial

Selton Mello volta à televisão na minissérie Treze dias longe do sol, que estreia nesta segunda-feira (8), na TV Globo. Na trama de Elena Soárez e Luciano Moura, o ator interpreta o engenheiro Saulo Garcez. Empenhado em um novo projeto, um hospital de última geração. o personagem faz perigosas economias na construção do empreendimento, mas o prédio desaba, deixando ele, a médica Marion Rupp (Carolina Dieckmann) e mais sete operários soterrados.

TREZE DIAS LONGE DO SOL

“O Saulo é um herói que usou um calculista amigo, em vez de usar o melhor calculista do mercado; usou um material não tão bom em vez de usar o melhor, para poder juntar o dinheiro necessário para comprar a empresa. A ambição desse cara levou a essa tragédia. Você torce por ele, mas, daqui a pouco, você já não sabe se deveria. Acho que é uma história bastante atual, forte, que prende. Envolve política, propina, construtoras e esse engenheiro que quer fazer tudo do jeito dele, passando por cima dos outros. Não dá para descolar tanto assim do que está acontecendo hoje em dia.”

FÍSICO

“Esse trabalho caiu em um bom momento da minha vida. Eu tenho me preparado e me cuidado melhor, para mim mesmo. Estou em um bom momento, mais apto a fazer cenas complexas fisicamente. Esse foi também um dos motivos que me encantou no projeto. Primeiro, que é um personagem riquíssimo, com muitas nuances. Depois, porque foi um trabalho físico que eu nunca tinha feito como ator: subi rampa, desci dutos, subi em elevador, quebrei coisas, entrei em área alagada com corda para salvar as pessoas – nunca tinha vivido nada disso. Tive uma preparadora física e havia uma fisioterapeuta constantemente com a gente. Nós, os soterrados, fazíamos alongamento antes de cada cena para ajudar nos movimentos mais complicados.”

DIRETOR

“O fato de dirigir [outros trabalhos] também me dá a dimensão de como tudo é feito. Eu descobri uma coisa: o ator é importante para a cena, mas o fotógrafo é tanto quanto ele, assim como contrarregra, o produtor musical, o montador, etc. Aprendi mais sobre o processo como um todo. Quando eu vou atuar, me sinto quase de férias. Quando eu dirijo, é um trabalho tão grande, tem que pensar em tanta coisa, que, quando eu atuo, eu penso: ‘Nossa, eu só tenho que fazer o meu? Que fácil’ (risos). É um trabalho meio individual, de você pensar só no seu, no seu jeito, como você vai se comportar, o comportamento do seu personagem, como injetar humanidade nesse personagem para o público se identificar e se comover. Atuar para mim é leve, mesmo em um trabalho denso como esse.”

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