Em um quadro global de escassez ou de limitada disponibilidade de recursos, a tríade “água, energia, alimentos” compõe um nexo crítico nas periferias das cidades de países pobres ou em desenvolvimento.
Uma colaboração internacional, envolvendo pesquisadores do Brasil, da Holanda e do Reino Unido, estuda essa relação em três cidades de porte médio: Guarulhos, na Região Metropolitana de São Paulo; Kampala, capital de Uganda; e Sófia, capital da Bulgária.
O uso da palavra “nexo” (nexus, em latim) baseia-se na percepção de que existe uma interdependência entre as variáveis água, energia e alimentos: o aumento da oferta direta de uma implica na depleção das outras e nas respectivas cadeias de produção e provimento.
“Se maior quantidade de água for disponibilizada para as populações, isso impactará negativamente a produção de alimentos e a produção de energia. O mesmo ocorre se cada uma das outras duas variáveis for enfatizada. Isso complexifica a convencional relação de escassez”, disse Leandro Luiz Giatti, professor da Faculdade de Saúde Pública (FSP) da Universidade de São Paulo e coordenador do projeto temático Resiliência e vulnerabilidade quanto ao nexo urbano de alimentos, água, energia e ambiente (ResNexus).