Alexandre Accioly, um empresário íntimo da política

JogaLimpo

Intimado a depor na Polícia Federal nesta quinta-feira (23), durante a deflagração da Operação ‘C’est Fini’, em alusão aos crimes da “farra dos guardanapos” que envolve o ex-governador Sérgio Cabral e empresários, o empresário Alexandre Accioly é figura fácil nas rodas de políticos. Grande amigo do senador Aécio Neves (PSDB) e do apresentador Luciano Huck, que poderá debutar no cenário político eleitoral de 2018, Accioly também cultiva sociedades com o ex-jogador Ronaldo Nazário e o técnico de vôlei Bernardinho, que deve disputar cargo eletivo no próximo ano.

Bernardinho, Accioly e Aécio

No âmbito da devassa da PF desta quinta-feira, Accioly, cuja casa foi alvo de busca e apreensão, teria feito transações financeiras suspeitas com George Sadala, o Gê, preso nesta manhã. Concessões de empréstimo e a venda de um apartamento pelo valor abaixo do mercado estão no alvo do Ministério Público Federal (MPF). Os investigadores afirmam que o patrimônio de Sadala saltou em menos de 10 anos de R$ 1,4 milhão para R$ 35,6 milhões.

O empresário com o amigo Luciano Huck

Em abril, um executivo da Odebrecht também apontou as relações de Accioly com o senador Aécio Neves. Ex-diretor de Energia da empreiteira, Henrique Valladares afirmou aos procuradores que o empresário recebeu dinheiro em uma conta bancária em Cingapura para repassar ao senador mineiro. O pagamento seria uma recompensa pelo apoio do PSDB ao consórcio formado pela Odebrecht e pela Andrade Gutierrez no leilão das usinas hidrelétricas Santo Antônio e Jirau. A negociação, que tinha à frente o ex-diretor de Furnas Dimas Toledo, teria movimentado R$ 50 milhões das empreiteiras para Aécio. Accioly e o tucano negaram.

Alexandre Accioly integra a família Neves, como padrinho de um dos filhos do senador tucano. Um de seus muitos empreendimentos, a rede de academias BodyTech tem como sócio o deputado Fábio Faria (PSD-RN), citado três vezes em delações de executivos da Odebrecht e na recente delação de Ricardo Saud, da JBS, a mesma que atingiu a cúpula do PMDB e o presidente Michel Temer.

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