G1 mostra caminhão-tanque escoltado até posto de combustível

Joyce Kelly

No 5º dia da greve dos caminhoneiros, veículo precisa de comboio policial para deixar terminal de distribuição da Petrobras no DF e chegar ao consumidor.

Como é o trajeto de um caminhão-tanque da base de distribuição da Petrobras a um posto de combustível? O G1 acompanhou um dos veículos no início da tarde desta sexta-feira (25) – quinto dia de protestos dos caminhoneiros em todo o país – junto de um comboio policial e passou por bloqueios e filas extensas até que 15 mil litros de gasolina pudessem ser disponibilizados a consumidores do Distrito Federal (veja o vídeo acima).

O caminho da gasolina começou a ser feito às 13h08, no Setor de Indústria e Abastecimento (SIA), onde ficam todas as bases de distribuição das companhias de petróleo e derivados em Brasília.

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O trabalho, porém, começou bem antes: como a área estava fechada por manifestantes, foram necessárias ao menos cinco horas de negociação até que a passagem dos caminhões-tanque fosse liberada. O subsecretário de Movimentos Sociais do DF, Acilino Ribeiro, e a Polícia Militar participaram da conversa.

No acordo entre representantes do governo e manifestantes – caminhoneiros, motociclistas e motoristas de vans e de aplicativos –, foi acertado que seriam liberados 10 caminhões-tanque cheios, como forma de suprir serviços essenciais: ambulâncias e carros policiais, por exemplo.

O acordo para restringir o abastecimento a serviços de saúde e segurança pública, porém, foi descumprido. O caminhão que deixou a base de distribuição foi acompanhado pela reportagem até chegar a um posto do SIA que atendia a população em geral.

Passado o bloqueio, o motorista teve um caminho tranquilo, sem hostilidade nem aplausos por onde passou. A viagem, com escolta de dois carros da Polícia Militar do DF, demorou exatamente 20 minutos.

A aproximação do caminhão no posto, às 13h28, foi motivo de comemoração para a servidora pública Nádia Resende. "Cheguei aqui às 9h, mas quando ainda tinha gasolina. Fiquei na fila, acabou, mas resolvi esperar mesmo assim. Fui recompensada", afirmou, quatro horas e meia depois. A fila tinha cerca de 30 carros naquele instante.

Após a espera, ela pôde encher o tanque, mas teve de pagar R$ 4,89 pelo litro de gasolina. "Pelo menos dá para trabalhar no fim de semana. Na segunda-feira, a gente vê o que faz", disse.

O caminhão-tanque levou 30 minutos para descarregar todo o conteúdo. A previsão dos funcionários é de que os 15 mil litros adquiridos "evaporem" rapidamente: às 18h, o combustível deve acabar novamente. E o caminho da gasolina terá de começar mais uma vez.

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