Mário Fernandes destrava a língua: idioma, idolatria, seleção russa e Copa

julio Cesar Cruvinel

Mário Fernandes não é fã de entrevistas. É muito comum vê-lo passar direto pelos jornalistas após os jogos do CSKA Moscou, seu clube há cinco temporadas. Principalmente porque os repórteres russos são maioria. Apesar de ser adorado pelos torcedores do clube e de viver há muito tempo na capital da Rússia, o lateral-direito é avesso aos microfones. Se já é difícil ouvi-lo em português, imagina no complexo idioma local.

- No russo eu ainda estou devendo - disse, aos risos.

Mas vez ou outra Mário dá uma paradinha na área de entrevistas na saída do estádio. E numa dessas concessões atendeu a reportagem do GloboEsporte.com. Em bom português e sem pressa de ir para casa, falou sobre CSKA, relação com os torcedores, vida na Rússia e a naturalização. Se tudo seguir um caminho natural, ele jogará a Copa do Mundo do ano que vem pela seleção anfitriã. Agora, em casa. E muito provavelmente como titular.

Mário só não fala de seleção brasileira. Tocar nesse assunto pode resultar em algum tempo sem dar entrevistas para jornalistas do Brasil. Para ele, o episódio de 2011, quando recusou defender a Seleção, é algo resolvido e não merece mais ser citado.

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