Cresce no Brasil número de igrejas que realizam casamento gay

Kwaidan

A ideia de uma igreja que defenda o casamento homoafetivo e apoie a comunidade LGBT não é nova. Desde a década de 1960 há movimentos assim nos Estados Unidos e na Europa. Usando como nomenclatura o termo “inclusivo”, elas se baseiam em uma teologia própria, que descarta a tradicional interpretação da Bíblia e coloca o discurso de “amor” acima de princípios claros da fé cristã.

A primeira foi aberta no Brasil em 2002, mas até recentemente estavam concentradas no eixo Rio-São Paulo, mas agora estão presentes em quase todas as capitais. Segundo especialistas, elas reúnem cerca de 20 mil fiéis.

Um dos exemplos mais recentes do seu crescimento é a da igreja evangélica Ministério Inclusivo Avivar, localizada em Manaus. Seu fundador, o pastor Rafael Montebranco é homossexual e acredita que “Hoje, nós estamos vivendo a evolução da igreja”. Ele anuncia que fará o primeiro casamento gay no templo da igreja.

Montebranco justifica-se: “É necessário querer compreender. A nossa intenção não é agredir nenhuma outra denominação, a intenção é incluir as pessoas que sofreram exclusão nas suas igrejas de origem ou que nunca tiveram a oportunidade de exercer a sua fé em Jesus Cristo”.

Ciente das críticas, defende seu “contorcionismo bíblico”: “Nós trabalhamos a teologia inclusiva, utilizando as técnicas de interpretação histórico crítica e cristocêntrica para extrair o melhor sentido de toda a Bíblia”. Ele minimiza as posições antagônicas do que chama de “religiosos homofóbicos”, dizendo que vai “seguir com fé na direção da propagação do amor de Jesus”.

“Na igreja tradicional, crescemos ouvindo que homossexualidade é pecado, mas o que Deus abomina na vida de qualquer pessoa são as coisas ruins, a pessoa viver na promiscuidade e não a homoafetividade. Nós já frequentamos a igreja tradicional… mas lá a homoafetividade não era aceita nem entendida e tínhamos que abrir mão da nossa sexualidade para viver de acordo com o que é ensinado. A Bíblia não condena a homoafetividade e essa interpretação arcaica deve ser revista”,

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