Dois cidadãos portugueses residentes na Irlanda do Norte, estão acusados de terem provocado, intencionalmente, lesões genitais a uma criança de dois anos.
Segundo os jornais irlandeses "Belfast Telegraph" e "The News Letter", os arguidos, Rita Beltrão e Rúben Santos, de 19 e 26 anos, residentes no condado de Antrim, a norte de Belfast, foram presentes a juiz a 29 de março, dias depois de os ferimentos terem sido detetados, em circunstâncias que são desconhecidas. A procuradora Kate McKay acredita que as lesões, descritas como "horrorosas", foram infligidas de forma "não acidental" durante um período de tempo continuado. E acrescentou que a criança, com a qual não têm qualquer relação de parentesco e que apresentava hematomas por todo o corpo, terá sido "escaldada", presumivelmente por uma substância muito quente. Rita e Rúben, do distrito do Porto, estarão ainda a responder por um crime de "crueldade infantil".
Pai da criança também é acusado
Segundo os diários locais, os portugueses, que já terão residido na República da Irlanda no passado, vivem atualmente na localidade de Randalstown, na Irlanda do Norte. Moram com a filha que têm em comum e um terceiro envolvido no processo, o pai da vítima, que também enfrenta acusações. De acordo com as declarações de McKay, a "criança não está sequer registada". "Duvido que alguém saiba ao certo quem é", alegou.
Portugal acompanha caso
A Justiça irlandesa diz que está em contacto com as autoridades portuguesas no sentido de recolher mais informações sobre os arguidos e que a investigação vai continuar. Fonte ligada aos Serviços Consulares Portugueses referiu ao JN que o caso se encontra a ser "seguido atentamente pelos serviços consulares no Reino Unido", não adiantando mais informações sobre a ocorrência, uma vez que se trata de um processo judicial.
O JN tentou contactar os portugueses e o advogado de defesa de Rita Beltrão, Sean Mullan, para mais esclarecimentos, mas ainda não obteve resposta.