Projeto quer proibir contratação de condenados por violência doméstica para atuar em órgãos públicos de Cuiabá

LTS News

Para autor da proposta, servidores devem ter conduta ilibada. Marcelo Bussiki (PSB) também apresentou uma proposta que visa proibir a concessão de incentivo fiscal aos autores de crimes previstos na Lei Maria da Penha.

Um projeto apresentado nesta terça-feira (26) na Câmara de Vereadores de Cuiabá busca impedir a Prefeitura de Cuiabá e o próprio Legislativo de contratar condenados pelos crimes de violência doméstica servidores comissionados e temporários.

Autor da proposta, o vereador Marcelo Bussiki (PSB) argumentou que o projeto busca reduzir o índice de violência contra mulher e fortalecer a rede de auxílio e proteção à mulher e os órgãos públicos precisam colaborar.

"É inadmissível e incongruente que as pessoas que respondam ação por violência doméstica tenham espaços na administração pública, que deveriam ser destinados às pessoas com conduta ilibada", disse.

O vereador também apresentou uma proposta que visa proibir a concessão de incentivo fiscal aos autores de crimes previstos na Lei Maria da Penha.

A proposta também barra a concessão de incentivos fiscais, doações ou empréstimo às pessoas físicas e empresas cujos sócios-proprietários estiverem respondendo ação penal acusados de violência contra a mulher.

"A concessão de incentivos fiscais, no âmbito do município de Cuiabá, as pessoas físicas envolvidas em crime de violência domestica nos moldes da Lei 11.340 – Lei Maria da Penha é inadmissível e incongruente com os preceitos do estabelecidos pela normatividade contemporânea, bem como, com o Estado Democrático de Direito", diz trecho do projeto.

Os projetos foram propostos como emendas à lei que define critérios para nomeação dos cargos em comissão e contratação de pessoal no município, aprovada em 2013.

Para Bussiki, a proposta vai criar políticas públicas de competência municipal para assegurar que os órgãos da administração pública tenham um rol de servidores com a conduta ilibada, além de ser uma tentativa de ampliar os mecanismos para proteger as mulheres da violência doméstica.

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