Caminhoneiros voltam a bloquear entroncamento estratégico na região Sul
Um caminhão que era escoltado pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) foi cercado por uma multidão de caminhoneiros e impedido de deixar Rondonópolis (220 km da capital) na manhã desta terça-feira (29).
Um vídeo compartilhado pelos manifestantes nas redes sociais mostra o momento em que o veículo é obrigado a parar em plena BR-364, mesmo com o apoio dos policiais. (Veja vídeo abaixo)
Conforme o relato do caminhoneiro Claudemir Gigliotti, que estava no local nesta manhã, o caminhão retomou ao acostamento após ser impedido por manifestantes de passar.
Reprodução
MANIFESTAÇÃO RONDONÓPOLIS
Manifestantes se aglomeram em volta de veículo
“O motorista desceu do caminhão, ajoelhou-se e deu a chave do veículo à população. O povo devolveu a chave para ele, que encostou o caminhão na beira da pista. Com outros motoristas, fizeram a mesma coisa, e eles voltaram todos para a empresa”, disse o manifestante.
Ao MidiaNews, a assessoria da PRF confirmou o episódio, que ocorreu por volta das 10h da manhã.
O ponto bloqueado pelos manifestantes em Rondonópolis, o chamado Trevão, é importante para o escoamento de cargas em Mato Grosso, uma vez que liga duas importantes rodovias: BR-163 e a BR-364.
Jaciara
Em Jaciara (140km de Cuiabá), um confronto entre manifestantes e o Exército também foi registrado em vídeo e publicado nas redes sociais.
Manifestantes tentaram barrar os veículos que conseguiram sair de Rondonópolis nesta manhã. No entanto, soldados do Exército, que faziam a escolta dos caminhões, arremessaram bombas de gás lacrimogêneo para conter a movimentação.
Escolta
A assessoria da PRF informou que dialoga diariamente com os manifestantes para que a escolta de cargas emergenciais (cargas vivas, ração, combustível, etc) sigam para seus destinos.
Nesta manhã, ao menos 80 veículos conseguiram vencer os bloqueios. A polícia estima que outros 500 aguardam por escolta.
A PRF informou que ainda não estão sendo aplicadas multas, nem outras medidas punitivas. No entanto, sob orientação do Ministério Extraordinário da Segurança Pública, existe essa possibilidade.