Em meio a recorde de impopularidade, Temer comemora resultados econômicos

Mark Nacional
Fonte: AFP

Mesmo enfrentando uma grave crise política e índices altíssimos de reprovação, nesta quinta-feira, 27, o presidente Michel Temer voltou a comemorar, os resultados econômicos, atribuindo eles à “responsabilidade do governo”.

“Não é por acaso que o Brasil está virando a página da crise. A inflação já é a mais baixa em uma década. Os juros caíram”, afirmou Temer na cerimônia de anúncio do programa de concessão de aeroportos.

“Os números positivos na economia são resultado da responsabilidade do governo e da capacidade de superação do nosso povo”, continuou o presidente.

Nesta quarta-feira, 26, o Comitê de Política Monetária (Copom) baixou em 1 ponto percentual a taxa Selic, para 9,25 por cento. Os cálculos para a inflação de 2017 indicam que o índice ficará abaixo do centro da meta.

Apesar da comemoração, o governo ainda não conseguiu segurar a queda na arrecadação e, na semana passada, aumentou o PIS/Cofins para os combustíveis, e também anunciou um contingenciamento adicional de 5,9 bilhões de reais no Orçamento, para tentar garantir o cumprimento da meta fiscal do ano, de déficit primário de 139 bilhões.

Logo após resultados de pesquisas anunciarem números recordes de impopularidade de Temer e seu governo, o presidente voltou a defender as reformas, entre elas a polêmica alteração da Previdência.

"Agora temos que fazer a reforma da Previdência, temos que enfrentar essa matéria, como temos que enfrentar a simplificação tributária", disse Temer. "Se conseguirmos completar essas reformas, ninguém poderá dizer que passamos em branco nesse governo."

Segundo a pesquisa do CNI/Ibope, divulgada nesta manhã, a avaliação positiva do governo Temer caiu para 5 por cento em julho, o número representa nível mais baixo no país desde a redemocratização. Já a avaliação negativa subiu para 70 por cento, igualando os números da ex-presidente Dilma Rousseff.

Fonte: Reuters

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