Papa pede respeito "necessário e urgente" pelas religiões

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O Papa Bento XVI considerou "urgente e necessário" o respeito pelas religiões e pelos seus símbolos, ao pronunciar-se pessoalmente pela primeira vez sobre a polémica em torno da publicação das caricaturas de Maomé.

"No contexto internacional que conhecemos actualmente, a Igreja Católica continua convencida de que, para favorecer a paz e a compreensão entre os povos e entre os homens, é necessário e urgente que as religiões e os seus símbolos sejam respeitados e que os crentes não sejam alvo de provocações que firam a sua iniciativa e os seus sentimentos religiosos", disse Bento XVI durante uma audiência ao novo embaixador marroquino junto do Vaticano, Ali Achour.

Esta é a primeira vez que o Papa intervém pessoalmente desde a publicação na imprensa europeia das polémicas caricaturas de Maomé.

Bento XVI, que falou em francês, acrescentou que "a intolerância e a violência nunca podem ser justificáveis como resposta às ofensas, dado que não são compatíveis com os princípios sagrados da religião", numa referência aos ataques e destruição de interesses europeus em alguns países islâmicos.

O Papa criticou também "as acções daqueles que se aproveitam deliberadamente da ofensa causada aos sentimentos religiosos para fomentar actos de violência, tanto mais que estes servem objectivos estranhos à religião".

A crise em torno das caricaturas de Maomé, publicadas pela primeira vez em Setembro de 2005 por um pequeno jornal dinamarquês, arrasta-se há várias semanas com protestos violentos em vários países islâmicos e a republicação dos desenhos por jornais europeus em nome da liberdade de expressão.

Depois de vários ataques a embaixadas europeias, as últimas 48 horas ficaram marcadas pela morte de dezenas de pessoas durante violentas manifestações na Líbia e na Nigéria.

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