Raquel Dodge recorre da decisão de Lewandowski que tirou sigilo da delação de marqueteiro

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A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, recorreu nesta quarta-feira (15) da decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Ricardo Lewandowski que retirou o sigilo da delação premiada do marqueteiro Renato Pereira, que ainda não foi homologada.

O marqueteiro trabalhou em campanhas políticas do governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão, do ex-governador Sérgio Cabral e do ex-prefeito do Rio Eduardo Paes, todos do PMDB.

No acordo de delação fechado com a Procuradoria-Geral da República, Renato Pereira diz que era comum se pagar parte do valor das campanhas em caixa dois e que só na campanha de Pezão ao governo do Rio ele admitiu ter recebido cerca de R$ 800 mil de forma não declarada.

Lewandowski retirou o sigilo dos depoimentos de Renato Pereira e devolveu a delação à Procuradoria Geral da República (PGR) solicitando adequações nos benefícios concedidos ao marqueteiro.

Ao retirar o sigilo da delação, Lewandowski argumentou que parte das informações prestadas pelo delator já havia sido divulgada pela imprensa.

No recurso em que pede a retomada do sigilo, a procuradora afirma que a medida pode comprometer a continuidade das investigações em torno de crimes praticados no Rio de Janeiro e também coloca em risco a segurança do colaborador e de sua família.

A chefe do Ministério Público ressaltou ainda que nem todo o conteúdo do acordo foi divulgado em decorrência de vazamentos e que, por isso, não há motivo para a divulgação oficial de tudo o que consta dos autos.

À GloboNews, a PGR informou que vai avaliar o caso com "máxima urgência". Informou também que as cláusulas questionadas serão analisadas com "todo o critério" para definir o que pode ser feito.

Segundo o Ministério Público, também nesta quarta, Raquel Dodge solicitou à Polícia Federal a instauração de inquérito para apurar o vazamento de parte da delação do marqueteiro.

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