Sou viciada na calmaria de uma conchinha. Num abraço de bom dia seguido de um “que-bom-que-você-tá-aqui”. Na saudade antes mesmo de partir. Na sensação de poder se jogar com a certeza de que o outro vai te segurar. No cafuné na cabeça com colo macio depois de um dia áspero. Nas madrugadas de conversa que passam sem ver – e que só acabam quando o sol vem te lembrar que é hora de dormir. No encaixe dos corpos sem que só faíscam de tanto amor. Na troca de elogios. No descompasso do coração – de paixão, e não de ódio. Na sensação de entregar o coração na mão do outro e ter certeza de que ele vai cuidar tão bem como se fosse o dele. Nas declarações de amor deixadas no espelho. No desafio de se re apaixonar todos os dias – e ter a certeza de que é possível…
“És presença. E, mesmo quando és ausência, és muito mais do que saudade. És vontade de ver de novo, de ver mais, de ver mais de perto, ver melhor. E tocar, de modo que, cada toque, eu tenha um pouco mais de ti em mim, para que não haja mais ausência.”