Famílias que moram em áreas de alagamento em Manaus já começaram os preparativos para a cheia do Rio Negro. Apesar de o primeiro alerta ser divulgado apenas em março deste ano, o trabalho de revitalização das passarelas já começou. Ao todo, 15 bairros na capital são prejudicados pela cheia todos os anos.
A dona de casa Silvana Gonçalves mora com a família no Beco do Pescador, no bairro Mauazinho, na zona Leste de Manaus, e todos os anos tem a casa afetada pela cheia do rio. Segundo ela, mesmo com a revitalização das rampas, o acesso fica ruim para crianças e idosos.
Todos os bairros às margens do Rio Negro são afetados pela cheia. Ao todo são 15, do bairro Compensa na zona Norte da capital até o Puraquequara, na zona Leste.
A área onde Silvana mora alaga quando o Rio Negro atinge a cota entre 25 e 26 metros. Com isso, todas as famílias que moram no beco ficam isoladas e o único caminho para sair de casa é através das pontes improvisadas.
As áreas atingidas pela cheia são monitoradas pela Defesa Civil. A construção das pontes ajuda a amenizar a dificuldade de acesso pelos moradores. Além da área urbana de Manaus, o órgão atende, ainda, outras 12 comunidades da zona rural, principalmente com cestas básicas.