Moro manda soltar acusado de ser operador de propinas para ex-presidente da Petrobras

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Antônio Carlos (abaixo) é escoltado por policiais federais, junto com o irmão, André Gustavo, no dia em que fizeram os exames de delito no IML de Curitiba (Foto: Rodrigo Fonseca )

O juiz federal Sérgio Moro mandou soltar nesta terça-feira (31) o empresário Antônio Carlos Vieira da Silva Júnior. Ele foi preso junto com o irmão, André Gustavo Vieira da Silva, em julho deste ano, quando a Polícia Federal deflagrou a 42ª fase da Operação Lava Jato. Os dois são acusados de intermediar o pagamento de propina ao ex-presidente da Petrobras, Aldemir Bendine.

De acordo com Moro, as provas apresentadas na ação penal a que os irmãos respondem junto com Bendine acabou por enfraquecer as provas contra Antônio Carlos. Com isso, não havia mais motivos para mantê-lo preso.

"A evolução da instrução na ação penal 5049557-14.2013.4.04.7000 reforçou, em princípio, o papel de André Gustavo Vieira da Silva no repasse de valores para Aldemir Bendine e enfraqueceu os elementos de participação de Antônio Carlos Vieira da Silva Júnior", escreveu o juiz no despacho.

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Os dois irmãos são sócios da agência de publicidade Arcos Propaganda. De acordo com a denúncia, a empresa foi utilizada para lavar o dinheiro repassado pela Odebrecht a Bendine. A denúncia afirma que a empreiteira pagou R$ 3 milhões em propina para o ex-presidente da Petrobras.

Além deles, há outros três réus no processo, ligados à empreiteira, incluindo o ex-presidente do Grupo Odebrecht, Marcelo Odebrecht. A ação penal foi aberta ainda em julho e já se encaminha para as fases finais.

A última pessoa a prestar depoimento foi a ex-presidente da Petrobras, Graça Foster. Ela foi arrolada como testemunha pelo ex-executivo da Odebrecht, Fernando Reis. Os advogados dele fizeram perguntas sobre o fim do período em que Graça Foster comandou a estatal.

Uma das perguntas foi sobre quando ela descobriu que Aldemir Bendine seria o substituto na presidência da empresa. "[Soube] um dia anterior à reunião do Conselho de Administração", afirmou.

Os depoimentos das testemunhas de defesa terminaram nesta terça-feira. Os réus devem ser ouvidos a partir do dia 9 de novembro por Sérgio Moro.

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