Descolamento de placenta: por que acontece e quais os riscos

Otavio Silva

A placenta é o nome dado para o órgão vascular responsável por transmitir todos os nutrientes e oxigênio da mãe para o bebê através do sangue. Além disso é responsável por eliminar o dióxido de carbono e os resíduos de nitrogênio produzidos pelo feto durante os 9 meses de gestação. Ela só existe durante a gravidez e, além das funções citadas acima, também secreta hormônios fundamentais para o desenvolvimento fetal e funciona como uma bolsa que aconchega o bebê dentro do útero.

descolamento de placenta

Apesar de toda a importância, um dos problemas mais recorrentes durante a gravidez é o descolamento de placenta. De acordo com estudo científico divulgado pela Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia, estima-se que a ocorrência seja de 1% em todo o mundo, sendo que um quarto dos óbitos de recém-nascidos são ocasionados pelo descolamento de placenta. Saiba mais sobre o assunto:

O que exatamente é o descolamento de placenta?

O descolamento de placenta pode ser caracterizado como o desprendimento prematuro da superfície do órgão com o útero materno. O problema é grave e geralmente acontece por volta da 20ª semana de gestação, que corresponde ao 5º mês, segundo trimestre de gravidez.

Descolamento de placenta sempre sangra?

A principal forma de identificar o descolamento prematuro da placenta é devido ao sangramento vaginal, que ocorre em 70% dos casos, com intensidade e cor variáveis. O sangramento pode ser de três tipos: hemorragia exteriorizada, isto é, quando o sangue sai pelo orifício da vagina; hemoâmnio, quando o sangue pode alcançar a cavidade amniótica, onde está presente o líquido amniótico, que envolve o embrião; e o sangramento retroplacentário, que não é visível por estar retido atrás da placenta. Nesses dois casos, exames de imagem fazem a detecção.

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