Torcida organizada nega rivalidade entre torcedores como causa de ataques com sete mortes em Fortaleza

Pablo Vinicius

Torcida Uniformizada do Fortaleza (TUF) negou que as sete mortes ocorridas na noite de sexta-feira (9) no Bairro Benfica, na capital, tenha como causa a rivalidade entre as torcidas de times cearenses. A instituição também lamentou os ataques criminosos e as mortes dos torcedores do Fortaleza. No sábado (10), o Ministério Público do Ceará (MPCE) cobrou a extinção das torcidas organizadas do estado.

Sete pessoas foram assassinadas em uma série de ataques na Praça da Gentilândia, no Bairro Benfica, e próximo à sede da TUF. Um suspeito foi identificado, mas ninguém foi preso, conforme a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS). A polícia investiga se o tráfico de drogas e uma possível rixa entre as torcidas motivaram os assassinatos. Dois torcedores baleados no ataques seguem internados no Instituto Dr. José Frota (IJF).

A nota da TUF foi publicada na página oficial da torcida em uma rede social. Na mensagem, é feita referência a Adenilton da Silva Ferreira, Emilson Bandeira de Melo Júnior, Pedro Braga Barroso Neto e Carlos Victor Meneses Barros, torcedores do Fortaleza mortos na chacina.

"Seus legados, companheirismo e suas ações em prol Leões da TUF jamais serão esquecidas", diz a nota.

A torcida organizada agradeceu ainda as manifestações de solidariedade de grupos rivais, como a Torcida Organizada Cearamor e o Movimento Organizado Força Independente, que também publicaram nota de pesar pela chacina.

Enterros

Adenilton da Silva Ferreira, que era conhecido como "Mascote", foi enterrado na manhã deste domingo no cemitério Memorial de Fortaleza, em Maracanaú, Região Metropolitana da capital. Familiares, amigos e torcedores do time Fortaleza estiveram no sepultamento, mas não quiseram comentar sobre o assassinato.

Já Emilson Bandeira de Melo Júnior, o "Juninho", foi sepultado no cemitério da Pacatuba. Os familiares também preferiram não dar entrevistas.

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